terça-feira, 7 de abril de 2015

Detentos de Ubá reformam mais de 100 carteiras de escola estadual


Trabalho foi feito em parceria com grupo de adolescentes do município; projeto de reinserção social “Mudando a Realidade” já profissionalizou cerca de 100 detentos
Interact Clube Ubá
Os presos fizeram a reforma das carteiras entre fevereiro e a primeira quinzena de março
Os presos fizeram a reforma das carteiras entre fevereiro e a primeira quinzena de março
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Seis detentos do Presídio de Ubá, na Zona da Mata, reformaram mais de 100 carteiras da Escola Estadual Senador Levindo Coelho, que é vizinha de muro da unidade prisional. O trabalho foi executado por custodiados integrantes do projeto de reinserção social “Mudando a Realidade”, desenvolvido pela direção do presídio, em parceria com o grupo do Interact Clube de Ubá (composto por adolescentes de 12 a 18 anos, que realizam ações sociais na comunidade). Eles foram responsáveis por angariar os recursos necessários para a reforma das carteiras.
Matheus Santana é aluno da Escola Estadual Senador Levindo Coelho e integra o grupo Interact Clube de Ubá. Ele e alguns colegas de escola identificaram o problema e vislumbraram que a solução poderia estar do outro lado do muro. “Percebemos a necessidade de reformar as carteiras porque alguns alunos tinham que buscar em outras salas e, ao mesmo tempo, havia muitas sem condição de uso. Como estávamos sem mão de obra para a reforma desse material, procuramos o diretor do presídio de Ubá, que já é nosso parceiro em outros projetos. Ele aceitou o pedido imediatamente. Nós fizemos rifas e vendemos doces em portas de igrejas para conseguir juntar os R$1.400 necessários para as reformas”, conta Matheus.
O diretor geral do presídio, Alexandre Henrique, disse que o processo de seleção dos detentos foi minucioso, principalmente por se tratar de um ambiente escolar. “No início, eles se deslocavam para a escola, acompanhados de agentes penitenciários. Mas o juiz de Direito da Vara Criminal, da Infância e da Juventude da Comarca de Ubá, Nilo Martins, permitiu que eles fizessem o trajeto sem a escolta, após perceber o bom trabalho que o grupo de detentos estava desempenhando”, ressaltou o diretor.
Os presos fizeram a reforma das carteiras entre fevereiro e a primeira quinzena de março. Entretanto, o sucesso da iniciativa foi tamanho que eles continuam trabalhando na manutenção e limpeza da escola. Se o detento cometer alguma falta, ele é eliminado do projeto, sem possibilidade de retorno.
Segundo Alexandre Henrique, é visível a melhoria de ambiente no presídio depois da implantação do projeto Mudando a Realidade. “Não temos mais problemas com princípios de motins e presos indisciplinados, pois todos querem trabalhar e apresentam bom comportamento, que é um dos critérios para participar do projeto. E o preso condenado é utilizado como multiplicador de conhecimento para o custodiado que está em prisão provisória”, conta o Alexandre.
O diretor de segurança do presídio, Nelson Sales, explica que o Mudando a Realidade nasceu com a proposta de revitalizar prédios públicos com emprego da mão de obra de detentos do presídio de Ubá. Em um ano o projeto profissionalizou aproximadamente cem presos. “Percebemos que os detentos saíam e voltavam para a unidade penitenciária sem passar por uma qualificação profissional, que poderia quebrar esse ciclo de reincidência. De todos que participaram do projeto, apenas um voltou para o presídio. Isso representa uma grande vitória”, diz Nelson.
Exemplo
A diretora da Escola Estadual Levindo Coelho, Valdesita Barbosa, usa a imagem do muro de alvenaria existente entre o colégio e o presídio de Ubá para explicar como o Mudando a Realidade significou a superação de uma barreira entre realidades muito distintas. Segundo ela, os alunos puderam conhecer as pessoas que estavam do outro lado do muro.
“Os estudantes perceberam que os detentos devem ser tratadas com dignidade. A pessoa errou, está pagando sua dívida com a sociedade e precisa de novas oportunidades para não voltar à criminalidade. A maioria dos detentos é jovem. Eu sempre tive vontade de fazer algo por eles. O trabalho me deu essa oportunidade. A reforma das carteiras foi muito bem feita, ninguém fala que não é trabalho de profissional. Recebi um retorno positivo de pais e alunos. Eles continuam trabalhando na unidade, na limpeza, na manutenção e no canteiro de horta”, informa a diretora.
A cada três dias trabalhados, os detentos ganham um dia de remissão da pena, em conformidade com a Lei de Execução Penal. Marco Aurélio, de 24 anos, cumpre pena no presídio de Ubá e auxiliou na reforma das carteiras escolares. “Tenho uma esposa e uma filha de três meses. O projeto tem dado a oportunidade de refletir sobre o que eu quero para a minha vida. Pretendo sair de cabeça erguida, trabalhar de carteira assinada e viver em paz com a minha família”, afirma o custodiado.
Para os adolescentes que vão sentar nas carteiras reformadas, Marco Aurélio faz um alerta sobre as consequências do envolvimento com o crime. “Eu era um traficante e achava que poderia ganhar dinheiro fácil. Mas aqui, percebo que a liberdade é uma só e não tem preço. As escolhas que fiz só trouxeram dor e sofrimento para a minha família e para as famílias de outras pessoas”, afirma.

Fonte: Agência Minas

Escolas estaduais poderão iniciar ações de educação integral a partir desta semana


Além de o estudante ter o acompanhamento pedagógico e orientação de estudos, ele também participará de atividades que contribuam para sua formação integral
Divulgação/SEE
Proposta da Secretaria é ampliar gradativamente o número de estudantes em turmas de educação integral
Proposta da Secretaria é ampliar gradativamente o número de estudantes em turmas de educação integral
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O objetivo da atual gestão é melhorar e diversificar cada vez mais as iniciativas desenvolvidas em escolas que oferecem a educação integral. A ideia é que as ações sejam construídas coletivamente com os atores que fazem parte do dia a dia das escolas de modo a fortalecer a iniciativa ao longo dos próximos anos.

Secretaria de Estado de Educação pretende ampliar gradativamente o número de estudantes em turmas de educação integral. Até 2018, a previsão é conseguir aproximar-se da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que estipula que 25% das matrículas da rede pública devem ser feitas em turmas de educação integral. Na gestão anterior, esse percentual sempre ficou abaixo de 7% e o número de alunos beneficiados diminuiu, passando de 115 mil alunos em 2012 para 103 mil em 2014, sendo que 94% do atendimento foi subsidiado pelo Programa Mais Educação do Governo Federal.

“Pretendemos que a proposta vá se construindo ao longo do ano e que, com base nas práticas que forem se desenvolvendo, nós possamos configurar um programa com a participação mais efetiva das escolas”, afirmou a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Augusta Aparecida Neves de Mendonça. A Secretaria trabalha para criar uma proposta de educação integral não apenas baseada na ampliação do tempo de permanência na escola, mas no sentido de ampliar também as possibilidades em relação a espaços e práticas que possam contribuir com a formação dos estudantes.

A partir desta semana, as escolas da rede estadual de ensino poderão dar início às ações de educação integral. Foi publicada no Diário Oficial dos Poderes do Estado, da última quinta-feira (2/4), a Resolução 2.749/2015, que dispõe sobre o funcionamento e operacionalização das ações de educação integral nas escolas estaduais.

A partir da publicação desse documento, os diretores poderão organizar turmas de educação integral em suas escolas. Inicialmente, as ações serão desenvolvidas em 1.279 escolas que, em 2014, participaram do Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC). Novas escolas poderão solicitar a participação ao longo do ano.

“Estamos criando possibilidades para que as escolas que não foram atendidas em 2014 possam iniciar suas ações ainda em 2015. Para isso, elas devem enviar a solicitação para a Secretaria de Educação para análise da proposta. O objetivo é ampliar, ao longo do ano, o número de estudantes atendidos em relação aos anos anteriores”, ressalta Augusta Mendonça.

Na última quarta-feira (1/4), foi realizada uma videoconferência com os diretores educacionais das Superintendências Regionais de Ensino para apresentação da iniciativa e para que eles pudessem tirar possíveis dúvidas. As Superintendências Regionais de Ensino receberão um documento orientador das ações de educação integral.

Com as novas ações propostas, além de o estudante ter o acompanhamento pedagógico e orientação de estudos, ele também participará de atividades que contribuam para sua formação integral.

As ações deverão contemplar, no mínimo, quatro dos seguintes eixos formativos: acompanhamento pedagógico/orientação de estudos (obrigatório); esporte e lazer; memória, cultura e artes; história das comunidades tradicionais e sustentabilidade; educação em direitos humanos; promoção da saúde; educação ambiental, educação econômica, economia solidária e criativa; comunicação, uso de mídias e cultura digital e tecnológica; agroecologia e iniciação científica.

“O objetivo é romper com o princípio do atendimento pautado exclusivamente no reforço escolar e ampliar para eixos formativos que visam à formação integral dos alunos, conforme prevê o Programa Mais Educação do Ministério da Educação. Vamos ter uma carga horária voltada para o acompanhamento pedagógico, mas também para a realização de atividades de esporte e lazer, para a realização de oficinas com foco nas práticas culturais, entre outras ações. Além disso, queremos que as atividades sejam desenvolvidas não só por professores, mas também por agentes culturais e monitores que tenham articulação com a comunidade escolar”, ressaltou a subsecretária Augusta Mendonça.

Professor coordenador

Outra novidade da educação integral em 2015 é que as escolas que atendem a quatro ou mais turmas em educação integral poderão ter um professor comunitário/coordenador que será escolhido, entre o grupo de professores/ especialistas da Educação Básica, pela direção da escola e referendado pelo colegiado escolar.

“Esse professor vai ser o articulador das ações da escola com a comunidade, buscando tanto novas práticas que possam contribuir para a formação dos alunos, como novos espaços que possam existir no território para o desenvolvimento das ações da educação integral”, explicou Augusta Mendonça.

Além disso, as escolas deverão solicitar mais um profissional de apoio às atividades. A cada 50 alunos atendidos na educação integral, cada diretor de escola deverá acrescentar na tabela da Resolução do Quadro de Pessoal este número de alunos, o que lhe permitirá um aumento no quantitativo de Auxiliares de Serviços de Educação Básica (ASB). Esse profissional deverá auxiliar na alimentação dos estudantes e limpeza e organização dos espaços.


Fonte: Agência Minas

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Plano Diretor:única solução para Muriaé! (E Cataguases, como fica?)

Por José Anacleto*

Em 14.04.15, às 19 horas, será realizada pela 

Foto extraída da internet
Câmara Municipal uma AUDIÊNCIA PÚBLICA para discutir 
os problemas de segurança de Muriaé. 

Existem duas maneiras de tratar os problemas de segurança pública dos municípios. Uma – usualmente praticada -- é buscar solução junto ao responsável, ou seja, o Governo do Estado que, em Minas, deve zelar pela segurança da população dos 853 municípios. Obviamente, não é tarefa fácil!

A outra forma se baseia num novo paradigma de segurança que está surgindo: a “segurança cidadã”.

Os problemas de segurança pública são complexos, e se tornam ainda mais complexos, quando ligados a drogas. As causas são variadas e entrelaçadas, por exemplo: segurança nos leva à educação; que nos leva à geração de emprego e renda; que nos leva à moradia; que nos leva à mobilidade e a saneamento; que nos leva à saúde; que nos leva a esporte, cultura e lazer.

E tudo isso nos leva ao planejamento estratégico dos municípios, consubstanciado no Plano Diretor instituído pelo Estatuto da Cidade que, em 2001, inaugurou um novo modo de administração municipal, muito diferente daquele praticado por nossos avós e que, infelizmente, é utilizado até hoje!.

Os graves problemas de segurança pública e os motivos mencionados a seguir não deixam dúvidas de que este é o momento de se revisar o Plano Diretor de Muriaé (Lei nº 3.377/06).

O Plano Diretor de Muriaé, de acordo com a lei, deve ser revisado até setembro de 2016. Em setembro de 2010, a AAMUR adotou providências para revisá-lo; o pedido feito pela Câmara à Prefeitura foi negado.

O país está passando por uma grave crise, e os ajustes que devem ser feitos pelo Governo Federal, certamente, irão refletir nos recursos financeiros que são transferidos aos municípios. Portanto, com menos dinheiro, as dificuldades dos municípios certamente se agravarão.

Com base num Plano Diretor ultrapassado, pois foi aprovado em outubro de 2006, está sendo elaborado o Plano de Mobilidade Urbana de Muriaé. E as obras do Rio Muriaé que, sem dúvida, terão fortes impactos na cidade e na vida dos muriaeenses já foram licitadas.

A revisão do Plano Diretor contribuirá decisivamente para a implementação de uma “segurança cidadã”, desde que ele seja revisado com ampla participação da população, conforme determina o Estatuto da Cidade.

A ampla participação da população na revisão do Plano Diretor, além de ser exigência constitucional, contribui decisivamente para mudar a mentalidade das pessoas no que se refere ao conceito de cidadania, hoje, entendido pela maioria como apenas votar nas eleições e pagar os impostos em dia!

Em 2016, haverá eleições. Se a revisão do Plano Diretor de Muriaé for efetuada “ao som” das campanhas eleitorais, teremos o caos. Rezemos para que as lideranças políticas locais se conscientizem de que estamos no Século XXI e que não é mais possível administrar as cidades ao arrepio da lei, sem planejamento e sem a participação da população. É bom que os movimentos do tipo “vemprarua” também se conscientizem disso!
*Mestre em Planejamento Regional e Gestão de Cidades


Obs.: Este ordinário blogueiro deseja velar o corpo do falecido Plano Diretor de Cataguases. 
Quem tiver maiores informações mande um sinal de fumaça. Também atendo ligações a cobrar.

Concurso: Que lugar é esse?



Bom dia Pessoal!
O ganhador do Fone/MP3 foi o foi o Eduardo Santos. Ele respondeu às 01:03 do dia 27/03/2015:
"Canal 4 em Santos - Canais de Santos - no litoral de SP na esquina das Av. Siqueira Campos com a Rua Rodrigo Silva".
Parabéns ao Eduardo pela exatidão das informações e aos demais que participaram.
Em breve iremos fazer mais brincadeiras deste tipo.
O Eduardo pode entrar em contato inbox comigo para retirar seu prêmio.

quinta-feira, 26 de março de 2015

O que Cataguases deve aprender com a cidade de Ubá? Descubra também você.

Antes de mais nada, quero dizer que em hipótese alguma quero rivalizar as cidades de Cataguases e Ubá. O objetivo deste post é auxiliar na busca de bons exemplos para nossa Cataguases.

Os municípios brasileiros passam por muitas dificuldades pois dentre variados motivos está a má distribuição dos impostos, concentrando a maioria nas mãos da união. Estima-se que aproximadamente 70% do volume de impostos ficam com o governo federal e apenas 30% com os Estados e municípios. Buracos, atendimento médico insuficiente frente à demanda, falta de recursos para investimentos em obras de saneamento básico e infraestrutura mínima, salários atrasados e secretarias fragilizadas pela insuficiência de recursos humanos e recursos materiais são os gargalos que os gestores públicos enfrentam no dia a dia, especialmente dos pequenos municípios Brasileiros como Cataguases e Ubá.

Exatamente pelo aperto financeiro e grande volume de demandas da população, as iniciativas que geram bem estar social e que exigem poucos investimentos devem ser valorizadas. Recentemente visitando o município de Ubá, realizei algumas fotografias para registrar ações que se enquadram nesta definição. Vamos lá:

A primeira foto que destaco é o bicicletário. Há anos venho defendendo que Cataguases necessita de espaço para as magrelas. Qualquer cidadão mais desatento perceberá que em nossa cidade o número de praticantes de ciclismo aumentou. Não obstante, investir no espaço para essas bicicletas é uma maneira inteligente de agradar a população, contribuir para melhorar o trânsito, evitar poluir o meio ambiente, promover a prática de um exercício físico e por fim promover o lazer e qualidade de vida. Quer saber o custo de um bicicletário com dez vagas? Cerca de R$ 400,00. Bom, se tivéssemos pelo menos 50 destes, espalhados pelo centro de Cataguases o custo da Prefeitura não ficaria longe de R$ 20.000,00. Para uma cidade que possui um orçamento de cerca de 100 milhões...

Ainda na mesma batida segue uma ciclofaixa, que entre outros argumentos a seu favor está o incentivo à prática de um modal de transporte que cresce em todo mundo. Em Ubá, a ciclofaixa é realidade há bastante tempo. Cataguases pode fazer um projeto similar na Avenida Meia Pataca. O que acham da ideia?

Outra foto que merece destaque é esta. Nela estão os coletores de resíduos sólidos para a Coleta Seletiva. Bandeira de movimentos sociais e sendo Cataguases administrada por um governo de esquerda, a coleta seletiva era para ter deslanchado na administração atual. Quando eu era presidente da Associação de Moradores dos Bairros Meneses e Bandeirantes, iniciamos um processo de coleta seletiva em parceria com diversas organizações da sociedade civil. A Prefeitura de Cataguases naquela época avançou no diálogo sobre os direitos do Catadores reconhecendo o acesso livre no transporte público, no bolsa reciclagem e no apoio à coleta, através do caminhão que carrega os "bags" dos resíduos secos. Hoje pouco se avançou na coleta seletiva. As ações são muito tímidas e o apoio de organizações como a Cáritas e Petrobrás, são isoladas das intencionalidades da Prefeitura Municipal de Cataguases. Em Ubá, em parceria com a Energisa a Prefeitura também incentiva  a reciclagens de garrafas pet, embalagens plásticas, plásticos, papel, papelão, alumínio, latas, metais e óleo de cozinha usado. Todo o material que a população leva para reciclar, ajuda ao meio ambiente, gera desconto na conta de energia elétrica e elimina criadouros do mosquito da dengue.

Mais uma fotografia: dessa vez vamos falar de Educação. Depois de ter uma escola entre as melhores do Brasil no IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, a cidade agora conta na rede municipal com salas de aula climatizadas. Isso mesmo! Com o calor beirando 40º C este conforto poderá influenciar decisivamente na melhoria da Educação na rede municipal de Ensino daquela cidade. Quem é Professor (como eu sou) sabe o que é enfrentar uma tarde ensolarada em Cataguases. As crianças ficam ainda mais agitadas com o calor e o mau estar é inevitável. Nota 10 para esta iniciativa.

Outro flagrante registrado foi as empresas de moto táxis. Enquanto Cataguases ainda está engatinhando na lei de autorização de exploração do serviço, em Ubá já existe há tempos este serviço. Barato, rápido e que auxilia no fluxo do trânsito ao diminuir o uso de automóveis. Existe inclusive empresas de moto táxi só para "elas". Um detalhe importante: aos domingos o serviço funciona e o cliente pode ligar que será prontamente atendido. Em Cataguases como está o serviço de táxi aos domingos, feriados e no período da noite? Façam seus comentários... 


Por fim deixei para falar de uma promessa de campanha ainda não cumprida em Cataguases: o orçamento participativo. 

O orçamento participativo visa ampliar e aprimorar o debate entre a população e o Governo Municipal sobre as obras que devem ser feitas na cidade. 

Em Ubá-MG, o Programa "Orçamento Participativo" mapeou a cidade em 17 regionais, cada uma delas abrigando bairros principais (que dava o nome à regional) e bairros adjacentes. Aconteceram 17 reuniões com essa regionais. 

Nelas as comunidades puderam escolher (em votação) uma obra prioritária (que variaram entre 65 mil a 150 mil reais) para atender os bairros envolvidos e, mais uma obra indicada de interesse comum para a cidade, esta a ser votada por delegados (escolhido na proporção de 1 para cada 5 participantes das reuniões nas regionais)num Congresso final que foi realizado no CAIC. 

Além das obras decididas pelas 17 regionais (quadras poliesportivas, calçamento de ruas, reforma do cemitério, construção de poço artesiano, etc) foi realizada a construção de uma obra comum para a cidade: a passarela "Santinho Barreto". 

Em breve postarei ideias inovadoras e boas práticas de cidades ao redor de Cataguases. O que acharam da postagem? Espero que tenham gostado. 

Obs.: Estas fotos foram disparadas por este ordinário blogueiro.