quinta-feira, 26 de março de 2015

O que Cataguases deve aprender com a cidade de Ubá? Descubra também você.

Antes de mais nada, quero dizer que em hipótese alguma quero rivalizar as cidades de Cataguases e Ubá. O objetivo deste post é auxiliar na busca de bons exemplos para nossa Cataguases.

Os municípios brasileiros passam por muitas dificuldades pois dentre variados motivos está a má distribuição dos impostos, concentrando a maioria nas mãos da união. Estima-se que aproximadamente 70% do volume de impostos ficam com o governo federal e apenas 30% com os Estados e municípios. Buracos, atendimento médico insuficiente frente à demanda, falta de recursos para investimentos em obras de saneamento básico e infraestrutura mínima, salários atrasados e secretarias fragilizadas pela insuficiência de recursos humanos e recursos materiais são os gargalos que os gestores públicos enfrentam no dia a dia, especialmente dos pequenos municípios Brasileiros como Cataguases e Ubá.

Exatamente pelo aperto financeiro e grande volume de demandas da população, as iniciativas que geram bem estar social e que exigem poucos investimentos devem ser valorizadas. Recentemente visitando o município de Ubá, realizei algumas fotografias para registrar ações que se enquadram nesta definição. Vamos lá:

A primeira foto que destaco é o bicicletário. Há anos venho defendendo que Cataguases necessita de espaço para as magrelas. Qualquer cidadão mais desatento perceberá que em nossa cidade o número de praticantes de ciclismo aumentou. Não obstante, investir no espaço para essas bicicletas é uma maneira inteligente de agradar a população, contribuir para melhorar o trânsito, evitar poluir o meio ambiente, promover a prática de um exercício físico e por fim promover o lazer e qualidade de vida. Quer saber o custo de um bicicletário com dez vagas? Cerca de R$ 400,00. Bom, se tivéssemos pelo menos 50 destes, espalhados pelo centro de Cataguases o custo da Prefeitura não ficaria longe de R$ 20.000,00. Para uma cidade que possui um orçamento de cerca de 100 milhões...

Ainda na mesma batida segue uma ciclofaixa, que entre outros argumentos a seu favor está o incentivo à prática de um modal de transporte que cresce em todo mundo. Em Ubá, a ciclofaixa é realidade há bastante tempo. Cataguases pode fazer um projeto similar na Avenida Meia Pataca. O que acham da ideia?

Outra foto que merece destaque é esta. Nela estão os coletores de resíduos sólidos para a Coleta Seletiva. Bandeira de movimentos sociais e sendo Cataguases administrada por um governo de esquerda, a coleta seletiva era para ter deslanchado na administração atual. Quando eu era presidente da Associação de Moradores dos Bairros Meneses e Bandeirantes, iniciamos um processo de coleta seletiva em parceria com diversas organizações da sociedade civil. A Prefeitura de Cataguases naquela época avançou no diálogo sobre os direitos do Catadores reconhecendo o acesso livre no transporte público, no bolsa reciclagem e no apoio à coleta, através do caminhão que carrega os "bags" dos resíduos secos. Hoje pouco se avançou na coleta seletiva. As ações são muito tímidas e o apoio de organizações como a Cáritas e Petrobrás, são isoladas das intencionalidades da Prefeitura Municipal de Cataguases. Em Ubá, em parceria com a Energisa a Prefeitura também incentiva  a reciclagens de garrafas pet, embalagens plásticas, plásticos, papel, papelão, alumínio, latas, metais e óleo de cozinha usado. Todo o material que a população leva para reciclar, ajuda ao meio ambiente, gera desconto na conta de energia elétrica e elimina criadouros do mosquito da dengue.

Mais uma fotografia: dessa vez vamos falar de Educação. Depois de ter uma escola entre as melhores do Brasil no IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, a cidade agora conta na rede municipal com salas de aula climatizadas. Isso mesmo! Com o calor beirando 40º C este conforto poderá influenciar decisivamente na melhoria da Educação na rede municipal de Ensino daquela cidade. Quem é Professor (como eu sou) sabe o que é enfrentar uma tarde ensolarada em Cataguases. As crianças ficam ainda mais agitadas com o calor e o mau estar é inevitável. Nota 10 para esta iniciativa.

Outro flagrante registrado foi as empresas de moto táxis. Enquanto Cataguases ainda está engatinhando na lei de autorização de exploração do serviço, em Ubá já existe há tempos este serviço. Barato, rápido e que auxilia no fluxo do trânsito ao diminuir o uso de automóveis. Existe inclusive empresas de moto táxi só para "elas". Um detalhe importante: aos domingos o serviço funciona e o cliente pode ligar que será prontamente atendido. Em Cataguases como está o serviço de táxi aos domingos, feriados e no período da noite? Façam seus comentários... 


Por fim deixei para falar de uma promessa de campanha ainda não cumprida em Cataguases: o orçamento participativo. 

O orçamento participativo visa ampliar e aprimorar o debate entre a população e o Governo Municipal sobre as obras que devem ser feitas na cidade. 

Em Ubá-MG, o Programa "Orçamento Participativo" mapeou a cidade em 17 regionais, cada uma delas abrigando bairros principais (que dava o nome à regional) e bairros adjacentes. Aconteceram 17 reuniões com essa regionais. 

Nelas as comunidades puderam escolher (em votação) uma obra prioritária (que variaram entre 65 mil a 150 mil reais) para atender os bairros envolvidos e, mais uma obra indicada de interesse comum para a cidade, esta a ser votada por delegados (escolhido na proporção de 1 para cada 5 participantes das reuniões nas regionais)num Congresso final que foi realizado no CAIC. 

Além das obras decididas pelas 17 regionais (quadras poliesportivas, calçamento de ruas, reforma do cemitério, construção de poço artesiano, etc) foi realizada a construção de uma obra comum para a cidade: a passarela "Santinho Barreto". 

Em breve postarei ideias inovadoras e boas práticas de cidades ao redor de Cataguases. O que acharam da postagem? Espero que tenham gostado. 

Obs.: Estas fotos foram disparadas por este ordinário blogueiro.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Eleições de 2016 em Cataguases!



Paulo Lucio – Carteirinho
A eleição de 2016 já está mexendo com a política de Cataguases. Isso ocorre devido o fato de que para se candidatar ao cargo de prefeito, vice ou vereador a pessoa tem que está filiada a um partido pelo menos um ano antes da eleição. Ou seja, tem que está filiada num partido até de Outubro desse ano.

O momento é de muitas conversas, reuniões, negociações e articulações. Os grupos vão se formando. Diferente da última eleição, onde tivemos apenas duas candidaturas, a eleição do ano que vem promete mais candidaturas.

O atual prefeito, mesmo mal avaliado, perante o funcionalismo e a população, deverá concorrer a reeleição. Principalmente pelo fato do seu partido, o PCdoB, querer manter as prefeituras que já governa e tentar ganhar outras. Em visita a Cataguases, o deputado federal Wadson Ribeiro manifestou que o partido irá trabalhar para a reeleição do prefeito Cesinha. O próprio Cesinha vem manifestando concorrer a reeleição. Numa entrevista a uma rádio Cesinha, que até então dizia que não concorreria a reeleição, muda o discurso e diz que será candidato. Com avaliação em baixa, mas com o ego em cima, Cesinha vai tentar entrar para a história como o primeiro prefeito a conseguir a reeleição consecutiva. 

Acho muito difícil que Cesinha quebre esse tabu, tendo em vista que ele perdeu muitos apoiadores. Para piorar a situação, muitos partidos que compõem a base do governo pensam em lançar candidaturas próprias. 

O PMDB é um deles. O partido conta com várias lideranças. Com destaque para o ex-prefeito Tarcísio Filho (Tarcisinho), que irá se aposentar em breve e tudo indica que será candidato. É um dos nomes mais comentados do momento. O partido conta também com outros nomes: Vereador Fernando Pacheco; o vice-prefeito Sérgio Gouvea (Filó); o secretário de esporte Ricardo Dias; além de outros. 

Outro partido que também deverá ter candidatura própria é o PT. O partido vem muito forte para a eleição de 2016, tendo em vista a vitória de Fernando Pimentel para governador, além da presidente Dilma, que obteve 75% dos votos em Cataguases. Além de contar com vários deputados estaduais e federais. Destaco também a criação da Regional do PT, contendo 15 cidades vizinhas. Entre os possíveis pré-candidatos: o Secretário de Assistência Social Vanderlei Pequeno; o vereador Majella; o médico Dr Pedro; Joana D’arc... além de outros nomes.

O PT e do PMDB ainda continuam fazendo parte do governo Cesinha, mas podendo romper a qualquer momento. Vai depender da postura do prefeito. Há quem diga que poderá haver uma união entre PT e PMDB, como vem acontecendo a nível Nacional e Estadual. Caso Cesinha desista de concorrer a reeleição, podemos ter novamente a mesma composição da última eleição: PT, PMDB e PCdoB. Uma grande chapa, sendo que agora contam com apoio do governo do Estado. Tem tudo para ganhar novamente. Basta se entenderem. 

O PSDB tentará recuperar o governo. Sua maior liderança continua sendo o ex-prefeito Willian Lobo. Apesar de ter perdido apoio político a nível estadual, devido a derrota no Governo do Estado e também a eleição para presidente, conseguindo apenas 25% dos votos em Cataguases. O ex-prefeito conta ainda com alguns apoiadores locais. 

O grande problema do ex-prefeito no momento são alguns processos contra ele. Destaco o caso mais recente, o da venda os imóveis. Corre na justiça um processo de improbidade administrativa contra o ex-prefeito, pelo uso incorreto do dinheiro da venda os imóveis, que deveria ser utilizado para compra do cinema, conforme uma lei que ele mesmo aprovou. Mas o dinheiro foi utilizado para outros fins. Para piorar a situação, sumiu um documento do projeto, sendo substituído por outro, com falsificação da assinatura do prefeito. O caso está sendo investigado pela polícia e pela justiça. Podendo trazer problemas para o ex-prefeito. Caso Willian não possa ser candidato, outro nome forte no partido é do vereador Michelangelo Correa. Walmir Linhares é também um bom nome, porém não está se entendendo com o partido, inclusive pensa em sair ou até mesmo renunciar seu mandato, conforme seu discurso na Tribuna da Câmara. 

Outras lideranças políticas também são pré-candidatas. Entre eles o vereador Titoneli, do PV. Partido que não tem muita força local. Dessa forma, Titoneli vem articulando a criação do Rede em Cataguases, visando atrai dissidentes de outros partidos, formando assim um grupo forte. Por falar em Rede, quem também está querendo o partido é o vereador Maurício Rufino, que está sem clima no PT. Maurício Rufino é considerado por muitos com um dos possíveis candidatos, até mesmo para vice, mas para isso, precisará trocar de legenda. 

Outro que diz que é candidato é o vereador Serafim, do PRP. Outro partido sem expressão na cidade. Talvez Serafim possa ir para um partido maior, como por exemplo o PDT, que pertence ao seu Tio Marcos Spínola. 

Outro partido que poderá ter candidatura própria é o PSB. Alexandre Soares, mais conhecido como Alexandre Sem Censura é um dos pré-candidatos. O partido conta com apoio do prefeito de BH e do deputado Federal Julio Delgado, muito forte na região. 

Destaco também a possível candidatura de Antônio Hulk, do PSOL. 

Não poderia deixar de citar o Bill Crepaldi, provedor do Hospital. Mas tudo indica que poderá ser vice de alguma chapa, conforme aconteceu na eleição de 2004, quando foi vice da ex-prefeitura Maria Lucia. Falando em vice, muito se comenta no nome da Doutora Maria Ângela Girardi, por enquanto sem partido. 

A eleição é só ano que vem. Mas as decisões são nesse ano. Muitas conversas na cidade e fora dela. Tomada de partidos, troca de partidos, e criações de novos partidos. Até Outubro muita coisa acontecerá. Hoje o cenário é esse.

A água no mundo e sua escassez no Brasil


Leonardo Boff é colunista do JBonline 
e escreveu Do iceberg à arca de Noé, Mar de Idéias, Rio, 2010.


A atual situação de grave escassez de água potável, afetando boa parte do Sudeste brasileiro onde se situam as grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, nos obriga, como nunca antes, a repensar a questão da água e a desenvolver uma cultura do cuidado, acolitado por seus famosos erres (r): reduzir, reusar, reciclar, respeitar e reflorestar.
Nenhuma questão hoje é mais importante do que a da água. Dela depende a sobrevivência de toda a cadeia da vida e, consequentemente, de nosso próprio futuro. Ela pode ser motivo de guerra como de solidariedade social e cooperação entre os povos. Especialistas e grupos humanistas já sugeriram um pacto social mundial ao redor daquilo que é vital para todos: a água. Ao redor da água se criaria um consenso mínimo entre todos, povos e governos, em vista de um bem comum, nosso e do sistema-vida.
Independentemente das discussões que cercam o tema da água, podemos fazer uma afirmação segura e indiscutível: a água é um bem natural, vital, insubstituível e comum. Nenhum ser vivo, humano ou não humano, pode viver sem a água. A ONU, no dia 21 de julho de 2010, aprovou esta resolução: "a água potável e segura e o saneamento básico constituem um direito humano essencial.”
Consideremos rapidamente os dados básicos sobre a água no planeta Terra: ela já existe há 500 milhões de anos; 97,5% das águas dos mares e dos oceanos são salgadas. Somente 2,5% são doces. Mais de 2/3 dessas águas doces encontram-se nas calotas polares e geleiras e no cume das montanhas (68,9%); quase todo o restante (29,9%) são águas subterrâneas. Sobram 0,9% nos pântanos e apenas 0,3% nos rios e lagos. Destes 0,3%, 70% se destina à irrigação na agricultura, 20% à indústria e restam apenas 10% destes 0,3% para uso humano e dessedentação dos animais.
Existe no planeta cerca de um bilhão e 360 milhões de km cúbicos de água. Se tomarmos toda a água dos oceanos, lagos, rios, aquíferos e calotas polares e a distribuíssemos equitativamente sobre a superfície terrestre, a Terra ficaria mergulhada debaixo da água a três km de profundidade.
A renovação das águas é da ordem de 43 mil km cúbicos por ano, enquanto o consumo total é estimado em 6 mil km cúbicos por ano. Portanto, não há falta de água.
O problema é que se encontra desigualmente distribuída: 60% em apenas 9 países, enquanto 80 outros enfrentam escassez. Pouco menos de um bilhão de pessoas consome 86% da água existente, enquanto para 1,4 bilhões é insuficiente (em 2020 serão três bilhões), e para dois bilhões não é tratada, o que gera 85% das doenças segundo a OMS. Presume-se que em 2032 cerca de 5 bilhões de pessoas serão afetadas pela escassez de água.
O Brasil é a potência natural das águas, com 12% de toda água doce do planeta perfazendo 5,4 trilhões de metros cúbicos. Mas é desigualmente distribuída: 72% na região amazônica, 16% no Centro-Oeste, 8% no Sul e no Sudeste e 4% no Nordeste. Apesar da abundância, não sabemos usar a água, pois 37% da tratada é desperdiçada, o que daria para abastecer toda a França, a Bélgica, a Suíça e norte da Itália. É urgente, portanto, um novo padrão cultural em relação a esse bem tão essencial (cf.o estudo mais minucioso organizado pelo saudoso Aldo Rabouças, Aguas doces no Brasil: Escrituras, SP 2002).
Uma grande especialista em água que trabalha nos organismos da ONU sobre o tema, a canadense Maude Barlow, afirma em seu livro "Agua: pacto azul (2009): "A população global triplicou no século XX mas o consumo da água aumentou sete vezes. Em 2050, quando teremos 3 bilhões de pessoas a mais, necessitaremos de 80% a mais de água somente para o uso humano; e não sabemos de onde ela virá” (17). Esse cenário é dramático, pois coloca claramente em xeque a sobrevivência da espécie humana e de grande parte dos seres vivos.
Há uma corrida mundial para privatização da água. Ai surgem grandes empresas multinacionais como as francesas Vivendi e Suez-Lyonnaise, a alemã RWE, a inglesa Thames Water e a americana Bechtel. Criou-se um mercado das águas que envolve mais de 100 bilhões de dólares. Ai estão fortemente presentes na comercialização de água mineral a Nestlé e a Coca-Cola, que estão buscando comprar fontes de água por toda a parte no mundo, inclusive no Brasil.
Mas há também fortes reações das populações como ocorreu no ano 2000 em Cochabamba na Bolivia. A empresa america Bechtel comprou as águas e elevou os preços em 35%. A reação organizada da população botou a empresa para correr do país.
O grande debate hoje se trava nestes termos: a água é fonte de vida ou fonte de lucro? A água é um bem natural, vital, comum e insubstituível ou um bem econômico a ser tratado como recurso hídrico e posto à venda no mercado?
Ambas as dimensões não se excluem mas devem ser retamente relacionadas. Fundamentalmente a água pertence ao direito à vida, como insiste o grande especialista em águas Ricardo Petrella (O Manifesto da Água, Vozes 2002). Nesse sentido, a água de beber, para uso na alimentação e para higiene pessoal e dessedentação dos animais deve ser gratuita.
Como porém ela é escassa e demanda uma complexa estrutura de captação, conservação, tratamento e distribuição, implica uma inegável dimensão econômica. Esta, entretanto, não deve prevalecer sobre a outra; ao contrário, deve torná-la acessível a todos e os ganhos devem respeitar a natureza comum, vital e insubstituível da água. Mesmo os altos custos econômicos devem ser cobertos pelo Poder Publico.
Não há espaço para discutir as causas da atual seca. Remeto ao estudo do importante livro do cientista Antonio Donato Nobre, ”O futuro climático da Amazônia”, lançado em meados de janeiro deste ano de 2015 em São Paulo, onde afirma que a mudança climática é um fato de ciência e de experiência. Adverte: ”estamos indo para o matadouro”.
Uma fome zero mundial, prevista pelas Metas do Milênio, deve incluir a sede zero, pois não há alimento que possa existir e ser consumido sem a água.
A água é vida, geradora de vida e um dos símbolos mais poderosos da natureza da Última Realidade. Sem a água não viveríamos.


Leonardo Boff
Doutorou-se em teologia pela Universidade de Munique. Foi professor de teologia sistemática e ecumênica com os Franciscanos em Petrópolis e depois professor de ética, filosofia da religião e de ecologia filosófica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Conta-se entre um dos iniciadores da teologia da libertação. É assessor de movimentos populares. Conhecido como professor e conferencista no país e no estrangeiro nas áreas de teologia, filosofia, ética, espiritualidade e ecologia. Em 1985 foi condenado a um ano de silêncio obsequioso pelo ex-Santo Ofício, por suas teses no livro Igreja: carisma e poder (Record).
A partir dos anos 80 começou a aprofundar a questão ecológica como prolongamento da teologia da libertação, pois não somente se deve ouvir o grito do oprimido, mas também o grito da Terra porque ambos devem ser libertados. Em razão deste compromisso participou da redação da Carta da Terra junto com M. Gorbachev, S. Rockfeller e outros. Escreveu vários livros e foi agraciado com vários prêmios.

Reginaldo Lopes anuncia liberação do Campus do Instituto Federal em Cataguases


O tão sonhado Campus do Instituto Federal Sudeste de Minas em Cataguases agora é realidade. Foi publicada, no Diário Oficial da União, a autorização para o funcionamento do campus avançado na cidade. Ao lado do prefeito Cesinha, o deputado federal Reginaldo Lopes, articulador da liberação da instituição, comemorou a conquista. “O campus significa que o município e toda a região contarão com uma verdadeira universidade federal tecnológica. Muitos prometeram, mas foi o prefeito Cesinha que garantiu a maior obra e mais importante para o desenvolvimento de Cataguases”, disse Lopes.
De acordo com o parlamentar, o reitor do Instituto Sudeste, Paulo Rogério, irá organizar o concurso público para professores e técnicos administrativos e, a partir de agosto deste ano, começarão as aulas.
 
O prefeito de Cataguases ressaltou o empenho do deputado Reginaldo Lopes. “Sem ele essa conquista não seria possível”, firmou.
 
BR-120
Durante o encontro em Brasília, o prefeito também solicitou ajuda para liberação da estrada do Empa, acesso à BR-120. Lopes irá trabalhar junto ao Governo do Estado para que a obra seja viabilizada.

Referências:
http://www.reginaldolopes.com.br/?pagina=integra&secao=educacao&cd_noticia=3427