sábado, 9 de outubro de 2010

O que realmente importa no 2º turno?

Por Elias Jr
Acadêmico Administração Pública - UFJF

Primeiro o Serra defendeu a união entre casais homossexuais na parada gay de São Paulo. Ao lado do Kassab, disse que o projeto estava "andando", para assim arrebanhar os votos do público GLSBT. Depois "jurou" os evangélicos que era contra. Mas um eleitor disse, outro dia, que queria saber como o Serra ia se explicar para Silas Malafaia (o Mahmoud Ahmadinejad, made in Brazil), de que é a favor do casamento gay, se o pastor é a favor do enforcamento em praça pública (igual ao original iraniano), para defesa da moral e os bons costumes? Aí aparece a CNBB dizendo que católicos não votem em quem defende o aborto. Depois a Dilma rebate críticas de que ela não seria a favor do tal aborto, em um encontro com lideranças religiosas, para desmentir os boatos. Bom, como blogueiro vou emitir minha opinião: Abortaram foi a "pólis" "ítica", ou seja, a arte de fazer o bem comum da cidade. Penso que na verdade, cada um deveria olhar para o próprio telhado, para ver se não é de vidro. Se assim fizessem, protestantes estariam sendo mais transparentes na arrecadação dos dízimos, evitando evasão de divisas. Se assim fizessem, a igreja católica estaria se preocupando em punir os casos de pedofilia no clero brasileiro e práticas homossexuais dentro da sua hierarquia, e assim por diante. Posto isto, os candidatos deveriam se ater ao debate político sério: Infra estrutura, defesa nacional, geração de emprego e renda, agricultura familiar, a histórica reforma agrária, reforma política, reforma tributária, modernização da gestão pública, previdência social, etc. O debate é paupérrimo porque aborto, união civil de pessoas do mesmo sexo e outras questões polêmicas não serão decididas pelo presidente da república e sim pelo congresso nacional. Havendo necessidade, que se convoque um plebiscito. Se continuar neste embate ideológico religioso, daqui a pouco o congresso será dividido entre bancada evangélica e ala católica. A Irlanda é um exemplo de que isso não é saudável para a democracia. O Brasil se consolidou como uma das potências econômicas emergentes. Isso é fato. Só falta agora saber diferenciar igreja e estado. A idade média acabou. Avisem isso ao Serra, à Dilma e ao PIG*.



*PIG - Partido da imprensa golpista,  é um termo usado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, 
para designar os órgãos de imprensa: Folha, Estadão, Veja e rede Globo.  
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, 
de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, 
e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.