terça-feira, 9 de novembro de 2010

Porque o ENEM é odiado pelo Zé e pelo partido da imprensa golpista (PIG)

Para Serra, Aécio foi um traidor. Minas e Rio agora fazem parte do eixo do mal.
Mais uma vez a mídia golpista tenta avacalhar a imagem do ENEM, para dra força à tese de que ele é retrógrado. Justiça seja feita, FHC implantou o exame em 1998, tendo 157 mil alunos. Hoje ele tem 4,6 milhões. Deu errado: para os tucanos. Era pra ser só mais um buscador de índices eleitoreiros e se tornou a maior ferramenta de inclusão nas universidades federais na história desse país. Serra na campanha deixava claro sua insatisfação com o ENEM. Quando houve o vazamento da prova no ano passado, a mídia caiu de pau e detonou Hadadd e o MEC. Mas o que realmente incomoda o PIG e a elite branca paulista? Com o ENEM, cursinhos perderam força e as escolas particulares uma fatia do bolo de um negócio sem risco. Motoserra, capítalista neoliberal e que tem horror a "pobrada", tratou logo de desvincular as universidades de São Paulo (O centro do universo, pelo menos para o PSDEMO), e armar uma arapuca contra o governo Lula. O que a turma do Zé não admite é ver pobre formando em Medicina, Engenharia, Biomédico, etc. Até economista nordestino tem que ser tolerado neste governo Lula! "O Bolsa Família da D. Ruth atendia quatro famílias. O do Lula, que virou “Bolsa Esmola”, segundo Mônica Serra, a grande estadista chileno-paulista, atende 40 milhões", diz o jornalista Paulo Henrique Amorim. Serra gosta mesmo é de curso técnico e cursinho do FAT (Fundo de amparo ao trabalhador). Universidade? Nunca! O povo pode começar a pensar demais e isso é perigoso (pelo menos para eles). Ano que vem, quem não fizer ENEM tambem não terá acesso ao FIES (Financiamento estudantil). Vai ser um horror! Vai aumentar o número de inscritos e a elite branca paulista irá se contorcer de desgosto. Acho até que irão morar no buraco dos mineiros do Chile. Malditos petistas! Já está faltando pedreiro e empregada doméstica em Cataguases. Onde é que vamos parar? Minas e Rio de Janeiro caíram para a segunda classe junto ao nordeste depois da vitória de Dilma no segundo turno. Esse mundo é mesmo complicado.