sexta-feira, 13 de maio de 2011

Copasa é taxativa e diz que não muda uma vírgula do contrato de programa



Zeca Junqueira, é jornalista.
Nesta sexta-feira, 13/05, o radialista Souza Mendonça entrevistou três diretores da Copasa sobre o tratamento de esgoto em Cataguases.
Ficou confirmado: a tarifa inicial, de acordo com tabela da ARSAE, será de 45% da conta de água, logo após a assinatura do Contrato de Programa. Os diretores não especificaram prazo para conclusão das obras (que pode ser de três anos, cinco anos, etc), mas elucidaram outra dúvida com relação a tarifa: ela será de 75% da conta de água quando o esgoto estiver sendo tratado na cidade.
O que ficou bastante claro na entrevista é que não adianta fazer audiência pública ou reunião de vereadores, como a que está programada para a próxima terça-feira (17/05): a Copasa não aceita, terminantemente, fazer qualquer alteração no contrato de programa, que segundo os diretores, foi negociado – e praticamente blindado - com o prefeito Willian Lobo.
Com relação ao tratamento de esgoto nos distritos, eles não foram claros, dizendo que no futuro isso pode ser revisto. Mas vale o que reza o contrato de programa.
Foi flagrante o mal estar do trio quando Souza Mendonça questionou o prazo de cinco anos que tem que ser dado caso o prefeito (que tem mandato de quatro anos) queira rescindir o contrato. Eles alegaram que esse prazo é uma forma de evitar decisões de cunho político(?). O que ficou claro é que esses cinco anos são um garrote para impedir a rescisão contratual.
Também confirmaram que se o prefeito resolver voltar atrás e cobrar qualquer tributo e/ou taxa pelo uso do solo e subsolo e quaisquer outros bens municipais, a Copasa aumenta a tarifa de esgoto para compensar a perda de lucratividade. Quer dizer: a população passa a pagar uma conta ainda mais salgada.
Finalmente, Souza Mendonça mencionou que há uma forte tendência da Câmara Municipal, que quer propor mudanças no contrato de programa, de votar contra, caso elas não sejam aceitas, e deixar que o prefeito Willian assuma o ônus junto à população. Os diretores disseram que, neste caso, o prefeito assina o contrato, sem nenhum problema.
Souza Mendonça não tocou na questão da ilegalidade da cobrança antecipada de tarifas de esgoto nem das inúmeras ações no Ministério Público contra a Copsa que estão em andamento em vários municípios onde a empresa mantém o mesmo tipo de contrato. 
Curiosamente, o telefone da Rádio Brilho não atendeu chamadas durante todo o programa, não permitindo assim que os ouvintes questionassem os diretores da Copasa.