segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Meia Ponta Cia. de Dança se apresenta em Cataguases nos dias 27 e 28 de agosto


A Meia Ponta Cia de Dança, de Belo Horizonte, traz o espetáculo de danças para crianças “Um lugar que ainda não fui” para Cataguases, nos dias 27 e 28 de agosto.  No sábado, a apresentação será às 19 horas e no domingo, às 16 horas, sempre no Centro Cultural Humberto Mauro (Rua Coronel Vieira, 10), com ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 meia entrada. Na sexta, o grupo promove uma apresentação fechada para a Escola Estadual Guido Marlière e ainda realiza uma oficina no Centro das Tradições Mineiras.
Nos seus quase 20 anos de percurso, a Meia Ponta Cia. de Dança sempre buscou valorizar o trabalho de pesquisa, fomentando o intercâmbio entre os diversos campos das artes, além de desenvolver uma linguagem própria na dança contemporânea.
Com 10 espetáculos montados – Entre Amigos (1989), Wa’Ya Festa Xavante (1991), Poética das Nuvens (1992), Majnúm (1994), Brevidade (1999), Entre o Silêncio e a Palavra (2003), Coisa de Dentro e Do Contrario Assim Seria o Mesmo (2005) e os infantis “De esconder para Lembrar” (2008) e “Um lugar que ainda não fui” (2010) - a Meia Ponta já trabalhou com coreógrafos de grande importância para a dança brasileira, como Tuca Pinheiro, Mário Nascimento, Denise Stutz, Tindaro Silvano, Luis Arrieta, Arnaldo Alvarenga e Dudude Hermann, além dos artistas plásticos Marcelo Xavier, Mônica Sartori e Marcos Paulo Rolla, os músicos Kiko Klaus e Cláudia Cimbleris e o vídeomaker Leandro HBL.

o espetáculo

É possível que você não se lembre, mas tem um tempo na vida em que todos os dias a gente visita lugares onde nunca foi. É quando o mundo, as pessoas, as coisas são feitos de possibilidades, e tudo ainda está por ser descoberto. Pois é só atravessar uma porta no meio do palco do Meia Ponta Cia. de Dança para voltar para esse tempo e lugar.
O novo espetáculo do grupo – batizado “Um lugar que ainda não fui” e inspirado no livro “Um mundo de coisas”, de Marcelo Xavier -, na verdade, quer falar com as crianças. Com direção de Marisa Pitanga Monadjemi, coreografia de Tuca Pinheiro e música especialmente composta por Kiko Klaus, abre mão das palavras, mas recorre a uma linguagem muito íntima desse público tão particular: a fantasia. E aproveita das alegorias e objetos para contar sua história, que pode muito bem ser lida como um diário de navegação e tudo que ele tem de novidade, incerteza e desafio.
O mundo que a companhia leva para a cena se constrói (e desconstrói) a cada brincadeira. Uma caixa enorme e quadriculada pode tanto virar um barco pronto para explorar o desconhecido quanto um grande e agitado boi-bumbá. Cartolas, barbantes, papel de jornal ganham funções surpreendentes e com toques de improviso. O elenco também se comporta como se participasse de um jogo, em que o importante mesmo é o processo, pois é quando ainda é possível ter iniciativa, correr riscos, criar situações e poder reagir a elas. Bailarinos promovidos a crianças aprendem que podem dominar o ambiente e têm o poder de decidir as regras.
             Em “Um lugar que ainda não fui”, a dança que se apresenta ousa ser alegre, ter o espírito leve, a coragem matinal, os instantes satisfeitos. E lembra que, nas brincadeiras, o corpo experimenta e coloca em prática o sentido de movimento físico, mas de uma maneira descomplicada, simples, que não exige treinamento para se comunicar. Para criançada, vai ser mais uma deliciosa visita ao quarto de brinquedos.