sábado, 29 de outubro de 2011

O Enem vaza de novo. Vamos acabar com o ENEM?


              
 Realizado no último final de semana, o ENEM mais uma vez apresentou casos de vazamento da prova. O Ministério da Educação vai ter que se pronunciar e a justiça terá que punir aqueles que tiveram a má fé na divulgação das questões. De certo é que o ENEM se apresenta como uma ferramenta de inclusão da população de baixa renda nas Universidades públicas e particulares. 


             O ENEM foi criado em 1998 pelo Ministério da Educação com a finalidade de ser utilizado como indicador para avaliar a qualidade geral do ensino médio no país. Posteriormente, a prova começou a ser utilizada como exame de acesso ao ensino superior em universidades públicas brasileiras através do SiSU (Sistema de Seleção Unificada). O Enem é o maior exame do Brasil, que conta com mais de 4,5 milhões de inscritos divididos em 1.698 cidades do país. A prova também é feita por pessoas com interesse em ganhar bolsas integrais ou parciais em universidades particulares através do ProUni (Programa Universidade para Todos). A partir de 2009, o exame serve também como certificação de conclusão do ensino médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), antigo supletivo, substituindo o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).



               Caso as provas sejam reaplicadas apenas para os 639 alunos do Colégio Christos, não seria a primeira vez que isso ocorreria. No ano passado, cerca de dois mil candidatos precisaram refazer parte do Enem devido a erros de impressão no caderno de questões de cor amarela. O segundo exame desses candidatos foi realizado junto com o dos presidiários. Em 2009, o mesmo ocorreu no Espírito Santo, quando fortes chuvas atingiram o estado e impossibilitaram a realização do exame.

               Isso só é possível sem ferir a isonomia do concurso porque desde 2009 é utilizada a Teoria da Resposta ao Item (TRI) no cálculo da pontuação final. Pela TRI, as questões são divididas em três categorias - fácil, médio e difícil - e têm pesos diferentes. A introdução dessa metodologia, já utilizada em diversas avaliações de larga escala, como o SAT americano, permite a comparação de resultados dos candidatos, mesmo que não tenham respondido às mesmas perguntas.


               

Nota do blog: Uma coisa é a infração que merece ser punida, nos rigores da lei. Outra coisa é banalizar o processo, que é uma das raras políticas públicas de Juventude que funcionam neste país.