segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Volta a chover forte na Zona da Mata Mineira e moradores ficam ilhados

Em Guidoval, ponte provisória foi desmontada pelo Exército
Voltou a chover pesado na Zona da Mata, região mais surrada pelas águas em toda Minas Gerais. Os rios Pomba e Xopotó, que baixavam com a trégua dos últimos dias, voltaram a fazer crescer o medo entre moradores das regiões mais afetadas com a primeira enchente do ano. Em Guidoval, Dona Euzébia, Visconde do Rio Branco, Muriaé e Cataguases – alguns dos municípios mais afetados - os estragos parecem não ter fim.

Força-tarefa, acompanhada pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Policia Ambiental, ainda trabalha para manter firme e forte o açude da antiga usina de açúcar de Astolfo Dutra, que estava ameaçado. A volta da chuva e as novas cheias dos rios adiam os planos de muita gente que sonhava voltar para casa e recomeçar a vida. À margem dos rios que assombram, ainda são dezenas de restos de casas abandonadas.

Rio Pomba voltou a subir e o estado de alerta continua  

Em Guidoval, os moradores voltaram a ficar ilhados. Desde a noite de sábado, a ponte provisória feita pelo exército, foi desmontada por questões de segurança. Em Cataguases, na manhã de ontem, as praças pareciam reunir os gregos de antes de Cristo a pensar o homem. O assunto de todas as rodas era a política indecifrável da gente de gravata de Brasília a sugerir dar de ombros para o estado de Minas Gerais.

Muitos ainda querem entender os critérios de Fernando Bezerra, do Ministério da Integração Nacional, para a distribuição e prioridade dos recursos para que os estados brasileiros acudam o seu povo. Na Praça Rui Barbosa, Vicente Costa, de 50, Moisés Moura Brito Júnior, de 54, e Milton Mendonça, de 71, não estão nada satisfeitos com o que estão acompanhando pelo noticiário. O protético, o engenheiro civil e o oficial de justiça aposentado, letrados, chegados à boa filosofia, não dão razão ao pensamento do aparente descaso do ministro.


Fonte: Jornal Estado de Minas