domingo, 5 de fevereiro de 2012

Presidente da Câmara Municipal de BH inspira sátira carnavalesca.

Na Coxinha da Madrasta
“Não sei se é ladrão, pervertido ou pederasta. Tem gente metendo a mão na coxinha da madastra!” – Essas rimas abrem a marchinha de carnaval composta pelo músico Flávio Henrique, repercutindo notícias acerca do presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Léo Burgues-PSDB.
A origem da marchinha é notícia do jornal O Tempo, de que Burgues teria declarado a compra de R$ 62 mil em lanches e refeições, do buffet de propriedade de sua madrasta com recursos da câmera municipal, através da Verba Indenizatória. A verba é utilizada para indinizar os vereadores por despesas que eles realizem diretamente, desde que em decorrência do exercício do mandato. Ainda segundo o jornal, do total do valor pago em mais de dois anos pelo gabinete de Léo Burguês para a empresa de sua madrasta, R$ 45 mil foram computados na rubrica “lanche”, o que dá uma média mensal de gastos de R$ 1.500. O valor seria suficiente para 3.000 coxinhas por mês. Daí o título da música.
O músico compôs a canção para o concurso de marchinhas da Banda Mole, e a publicou na Internet. Em poucas horas a música havia viralizado e se espalhado pela rede. Em entrevista ao Tempo, Luiz relata que recebeu então uma ligação do advogado de Leo Burgues: “O advogado me disse que a marchinha estava causando dano moral ao vereador”, contou. A musica foi então retirada da Internet pelo autor.
  
Sobre os gastos com a Verba Indenizatória, Léo Burgues afirma que os gastos são todos legítimos e legais em uma mensagem postada em sua página pessoal: “Quero esclarecer que todas minhas notas fiscais foram, primeiro, conferidas pelo departamento de finanças da Câmara, depois, auditadas e, em um terceiro momento, conferidas pelo ‘tribunal de contas’ e nunca tive sequer ressalvas nelas”.
Não há dúvida da legalidade das contas do presidente da Câmara. O que se questiona, é a sua moralidade. Moralidade essa, essencial para que se exerça qualquer cargo público, eletivo ou concursado.

Fonte: Blog Ah! Cidade - BH