quinta-feira, 31 de maio de 2012

Show de MOMO no anfiteatro Ivan Müller, neste sábado.


Quando o mineiro Marcelo Frota, o Momo, lançou seu primeiro disco, o título trazia, como um outro título de um outro mineiro, um instigante “claro enigma”. “A estética do rabisco”. O “rabisco” seria um mapa em embrião ou um ensaio para uma escrita original? Veio então o segundo disco, ainda mais instigante na apresentação. “O Buscador”. A essa altura, o imenso talento de Momo já não era mais enigma nem segredo. Sabia-se a que, enfim, sua música vinha. Precisão, concisão, tensão, tudo em sintonia com uma simplicidade sofisticada. “Serenade of sailor”, seu terceiro disco, traz a chave. O mar da MPB é vasto. E nele, nas suas águas profundas, navegar é mais do que preciso.

Informações: 3429-6424
Ingressos Limitados

Pizzaria Cataguases: mais uma refeição indigesta.

Mais uma vez a Câmara de Vereadores de Cataguases dá um "belo" exemplo de manipulação e "acordo de cavalheiros". A CEI (Comissão Especial de Inquérito), que seria instaurada para apurar as denúncias de possíveis irregularidades no Cemitério São José, foi sepultada na última sessão. Quem não deve, não teme, não é esse o ditado? 

Somente os vereadores Vanderlei Pequeno (PT) e Boiadeiro (DEM) votaram a favor da investigação. Canecão (PSD) disse que votaria a favor, mas apresentou a documentação errada. O vereador disse que reapresentará como "Projeto de Resolução", na próxima sessão ordinária (esse nome é propício para este momento). Os demais vereadores votaram contra. Com isso, as dúvidas sobre os possíveis desvios na administração do Cemitério Municipal de Cataguases, foram enterradas. 

Na minha opinião, isso é uma manobra para esvaziar a possibilidade de investigação e cair como "Projeto de Resolução". Resumindo: VAI TERMINAR EM PIZZA Como no contrato da COPASA eles combinam a votação e para não parecer que seria uma armação, maqueiam o resultado. 

Bem feito para o povo aprender a votar melhor e não colocar nove vereadores apoiando o Prefeito e apenas um de oposição. Espero que mais esta pizza cause uma indigestão profunda no eleitor Cataguasense para que possa entender o nível do "plantéu" de vereadores que está naquela casa. 

E assim termina mais um capítulo da triste história da princesa da Mata. E o Zé povão? De novo ficou com cara de missa de sétimo dia. Só nos resta desfrutar do dia do Torcedor do Fluminense, que está chegando! 

Aguardem...

Dois Cataguasenses estão entre os 60 finalistas do Prêmio Portugal Telecom: Cagiano e Ruffato

Foram anunciados ontem, os nomes dos 60 finalistas da 10ª edição do Prêmio Portugal Telecom, que este ano, pela primeira vez, terá três categorias: Romance, Conto/Crônica e Poesia. Entre os autores escolhidos, há 53 brasileiros, cinco portugueses e uma são-tomense.

Cataguases está muito bem representada por dois grandes autores: O sol nas feridas, de Ronaldo Cagiano e Domingos sem Deus, de Luiz Ruffato.

O sol nas feridas:
Ronaldo Cagiano
Domingos sem Deus:
Luiz Ruffato
O júri inicial de 274 especialistas escolheu 20 títulos para cada categoria, entre as 503 obras inscritas, e apontou também o júri que votará nas próximas etapas do prêmio Em setembro, serão definidos quatro finalistas por categoria, e, em novembro, serão anunciados os vencedores em cada categoria, que recebem R$ 50 mil cada. Os três vencedores concorrem ao Grande Prêmio Portugal Telecom, também no valor de R$ 50 mil.








Veja abaixo os finalistas de cada categoria.

Romance:
  1. A maldição de Ondina - António Cabrita (Associação Cultural Letra Selvagem)
  2. A máquina de fazer espanhóis - Valter Hugo Mãe (Cosac Naify)
  3. A vendedora de fósforos - Adriana Lunardi (Rocco)
  4. Diário da queda - Michel Laub (Companhia das Letras)
  5. Dois rios - Tatiana Salem Levy (Record)
  6. Domingos sem Deus - Luiz Ruffato (Record)
  7. Don Solidon - Hélio Pólvora (Casarão do verbo)
  8. Habitante irreal - Paulo Scott (Alfaguara)
  9. Infâmia - Ana Maria Machado (Alfaguara)
  10. K. - Bernardo Kucinski (Expressão Popular)
  11. Meu pseudônimo e eu - Marco Guimarães (Octavo)
  12. Minas do ouro - Frei Betto (Rocco)
  13. O passeador - Luciana Hidalgo (Rocco)
  14. O senhor do lado esquerdo - Alberto Mussa (Record)
  15. Perdição - Luiz Vilela (Record)
  16. Poltrona 27 - Carlos Herculano Lopes (Record)
  17. Procura do romance - Julián Fuks (Record)
  18. Tapete do silêncio - Menalton Braff (Global)
  19. Uma Duas - Eliane Brum (Leya)
  20. Vermelho Amargo - Bartolomeu Campos de Queiróz (Cosac Naify)


Conto/Crônica:

  1. 18 crônicas e mais algumas - Maria Rita Kehl (Boitempo Editorial)
  2. A morena da estação - Ignácio de Loyola Brandão (Editora Moderna)
  3. A palavra ausente - Marcelo Moutinho (Rocco)
  4. Amores mínimos - João Anzanello Carrascoza (Record)
  5. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca (Nova Fronteira)
  6. Borralheiro-Minha Viagem pela casa - Fabricio Carpinejar (Bertrand Brasil)
  7. Cantos do mundo - Evando Nascimento (Record)
  8. Certos Homens - Ivan Angelo (Arquipélago Editorial)
  9. Crônicas do mundo ao revés - Flávio Aguiar (Boitempo Editorial)
  10. Em algum lugar do paraíso - Luis Fernando Verissimo (Objetiva)
  11. Então você quer ser escritor? - Miguel Sanches Neto (Record)
  12. Esse inferno vai acabar - Humberto Werneck (Arquipélago Editorial)
  13. Histórias da gravana - Olinda Beja (Escrituras)
  14. Insubmissas lágrimas de mulheres - Conceição Evaristo (Nandyala)
  15. Ler o mundo - Affonso Romano de Sant'Anna (Global)
  16. O anão e a ninfeta - Dalton Trevisan (Record)
  17. O escandinavo deslumbrado - Alberto Xavier (Gryphus)
  18. O livro de Praga - Sérgio Sant´Anna (Companhia das Letras)
  19. Passaporte para a China - Lygia Fagundes Telles (Companhia das Letras)
  20. Vento Sul - Vilma Arêas (Companhia das Letras)


Poesia:

  1. A fera incompletude - Fabrício Marques (Dobra Editorial)
  2. Alumbramentos - Maria Lúcia Dal Farra (Iluminuras)
  3. Carpideiras - Jussara Salazar (7Letras)
  4. Ciclopico olho - Horácio Costa (Annablume)
  5. Da arte das armadilhas - Ana Martins Marques (Companhia das Letras)
  6. Escarpas - Gastão Cruz (Móbile)
  7. Escritos em verbal de ave - Manoel de Barros (Leya)
  8. Figurantes - Sérgio Medeiros (Iluminuras)
  9. Isto a que falta um nome - Cláudio Neves (É Realizações)
  10. Junco - Nuno Ramos (Iluminuras)
  11. O metro nenhum - Francisco Alvim (Companhia das Letras)
  12. O sol nas feridas - Ronaldo Cagiano (Dobra Editorial)
  13. Ofício de sapateiro - Carlos Newton Júnior (7Letras)
  14. Palavra na berlinda - Astrid Cabral (Ibis Libris)
  15. Roça barroca - Josely Vianna Baptista (Cosac Naify)
  16. Sísifo desce a montanha - Affonso Romano de Sant'Anna (Rocco)
  17. Trans - Age de Carvalho (Cosac Naify)
  18. Tríptico da Súplica - João Rasteiro (Escrituras)
  19. Uma cerveja no dilúvio - Afonso Henriques Neto (7Letras)
  20. Vesuvio - Zulmira Tavares (Companhia das Letras)

Resultado do concurso Público da SEE-MG


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terça-feira, 22 de maio de 2012

Culinária Katauá: a política como ela é!


Culinária Katauá: a política como ela é!
Esse texto é uma adaptação da culinária político-popular brasileira.

Elias Júnior é Professor


Meu amigo Carteirinho criou o viveiro Katauá, uma fábula muito moderna para a política explicar. Eu fiquei admirado: criativo esse pombo correio! Se ele pôde se atrever eu também vou entrar no meio.  Como não entendo de bicho, vou falar de culinária, com esse texto da nossa angústia diária.

Quando comecei, pensava que escrever sobre política e comida seria sopa no mel, mamão com açúcar, só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, quando você tem uma opinião e alguém não engole, só nos resta esse abacaxi pra descascar. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas, tem que colocar a mão na massa e ver se tem café no bule pra mostrar.  Já que não é pelo estômago que se conquista o eleitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, desatando até a noz-moscada e cozinhando em banho-maria, demonstrando sempre alegria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo. Ôpa, galinha é no viveiro, esqueci.

Nesta receita eleitoral é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto e desandar, encher lingüiça nos discursos. Além disso, deve-se ter consciência de que pra ser político é necessário comer o pão que o diabo amassou, para vender o seu peixe e agradar o eleitor pra que não se queixe. Não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos, mas há quem pense que ganhar votos é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote e no final só se vê mais lambança. Como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são candidatos de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, se aproveitam de quem está no poder e nunca repartem seu pão. Querem sempre tirar uma lasquinha, pra garantir o leitinho das criançinhas mas acabam pirando na batatinha, viajando na maionese. Tem candidato que acha que a beleza põe mesa, pisa no tomate, enfia o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o eleitor, que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, porque senão vira tudo farinha do mesmo saco, com o mesmo nome. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer uma receita que dê respaldo e no final possa se comer com os olhos. Por outro lado se você tiver o olho maior que a barriga, a sua vida complica, o negócio desanda e vira um verdadeiro angú de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado, você vai descobrir que estava errado e ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha.

A carne é fraca, eu sei. Tem candidato que merece ir plantar batatas, mas se quem não arrisca não petisca, o peixe inocente cai na rede, aí é o mau político quem belisca. Quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho, na criança político faz carinho e chama urubu de meu louro! Eita, esses são do viveiro, de novo!

Caro eleitor, escolha bem seu candidato, senão é você quem vai pagar o pato. Não há antiácido que dê jeito, se não participar deste pleito, uma mentira vão te empurrar de goela abaixo. O pepino será só seu, verá que mais uma vez você perdeu, a chance de mudar este cardápio. Depois que acabar esta gincana só vai te restar uma banana, e mais quatro anos pra se lamentar. Tem gente que só puxa a brasa pra sua sardinha, e no frigir dos ovos acha que comida boa é só na sua cozinha.

Não se esqueça: pimenta nos olhos dos outros é refresco, mas se escolher bem é só saborear, porque o que não mata engorda. 

sábado, 19 de maio de 2012

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma


Leonardo Boff
Teólogo, filósofo e escritor


Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa  e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
[Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra].

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tempos de crise – tempos de cuidado


Leonardo Boff
Teólogo, filósofo e escritor
Publicado originalmente em www.adital.com.br

O tema do cuidado é, nos últimos tempos, cada vez mais recorrente na reflexão cultural. Primeiramente, foi veiculado pela medicina e pela enfermagem, pois representa a ética natural destas atividades. Depois foi assumido pela educação e pela ética e feito paradigma por filósofas e teólogas feministas especialmente norteamericanas. Veem nele um dado essencial da dimensão da anima, presente no homem e na mulher. Produziu e continua produzindo uma acirrada discussão especialmente nos EUA entre a ética de base patriarcal centrada no tema da justiça e a ética de base matriarcal assentada no cuidado essencial.
Ganhou força especial na discussão ecológica, constituindo uma peça central da Carta da Terra. Cuidar do meio-ambiente, dos recursos escassos, da natureza e da Terra se tornaram imperativos do novo discurso. Por fim, viu-se o cuidado como definição essencial do ser humano, como é abordado por Martin Heiger em Ser e Tempo recolhendo uma tradição que remonta aos gregos, aos romanos e aos primeiros pensadores cristãos como São Paulo e Santo Agostinho.
Constata-se, outrossim, que a categoria cuidado vem ganhando força sempre que emergem situações críticas. É ele que impede que as crises se transformem em tragédias fatais.
A Primeira Grande Guerra (1914-1918), desencadeada entre países cristãos, destruirá o glamour ilusório da era vitoriana e produziu profundo desamparo metafísico. Foi quando Martin Heidegger (1889-1976) escreveu seu genial Ser e Tempo (1929), cujos parágrafos centrais (§ 39-44) são dedicados ao cuidado como ontologia do ser humano.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), despontou a figura do pediatra e psicólogo D. W. Winnicott (1896-1971) encarregado pelo governo inglês para acompanhar crianças órfãs ou vítimas dos horrores dos bombardeios nazistas sobre Londres. Desenvolveu toda uma reflexão e uma prática ao redor dos conceitos de cuidado (care), de preocupação pelo outro (concern) e de conjunto de apoios a crianças ou a pessoas vulneráveis (holding), aplicáveis também aos processos de crescimento e de educação.
Em 1972 o Clube de Roma lançou o alarme ecológico sobre o estado doentio da Terra. Identificou a causa principal: o nosso padrão de desenvolvimento, consumista, predatório, perdulário e totalmente sem cuidado para com os recursos escassos da natureza e os dejetos produzidos. Depois de vários encontros organizados pela ONU a partir dos anos 70 do século passado, chegou-se à proposta do um desenvolvimento sustentável, como expressão do cuidado humano pelo meio ambiente mas centrado especialmente no aspecto econômico.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) elaboraram em 1991 uma estratégia minuciosa para o futuro do planeta sob o signo Cuidando do Planeta Terra (Caring for the Earth 1991). Ai se diz: A ética do cuidado se aplica tanto a nível internacional como a níveis nacional e individual; nenhuma nação é autossuficiente; todos lucrarão com a sustentabilidade mundial e todos estarão ameaçados se não conseguirmos atingi-la.
Em março de 2000, recolhendo esta tradição, termina em Paris, depois de oito anos de trabalho a nível mundial, a redação da Carta da Terra. A categoria sustentabilidade, cuidado ou o modo sustentável de viver constituem os dois eixos articuladores principais do novo discurso ecológico, ético e espiritual. Em 2003 a UNESCO assumiu oficialmente a Carta da Terra e a apresentou como um substancial instrumento pedagógico para a construção responsável de nosso futuro comum.
Em 2003 os Ministros ou Secretários do meio ambiente dos países da América Latina e do Caribe elaboram notável documento Manifesto pela vida, por uma ética da sustentabilidade onde a categoria cuidado é incorporada na ideia de um desenvolvimento para que seja efetivamente sustentável e radicalmente humano.
O cuidado está especialmente presente nas duas pontas da vida: no nascimento e na morte. A criança sem o cuidado não existe. O moribundo precisa do cuidado para sair decentemente desta vida.
Quando desponta alguma crise num grupo gerando tensões e divisões, é a sabedoria do cuidado o caminho mais adequado para ouvir as partes, favorecer o diálogo e buscar convergências. O cuidado se impõe quando irrompe alguma crise de saúde que exige internação hospitalar. O cuidado é posto em ação por parte dos médicos, médicas, dos enfermeiros e enfermeiras, decidindo sobre o que melhor fazer.
O cuidado é exigido em praticamente todas as esferas da existência, desde o cuidado do corpo, da vida intelectual e espiritual, da condução geral da vida até ao se atravessar uma rua movimentada, Como já observava o poeta romano Horácio, "o cuidado é aquela sombra que nunca nos abandona porque somos feitos a partir do cuidado”.
Hoje dada a crise generalizada seja social seja ambiental, o cuidado torna-se imprescindível para preservarmos a integridade da Mãe Terra e salvaguardar a continuidade de nossa espécie e de nossa civilização.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Saiba o ranking das escolas de Cataguases no ENEM 2011



RANKING
ESCOLA
MUNICÍPIO
TIPO
PARTICIPAÇÃO NA PROVA (%)
MÉDIA TOTAL
1070
INST N SRA DO CARMO
CATAGUASES
PRIVADA
91.3
642.87
2523
COL CIDADE DE CATAGUASES
CATAGUASES
PRIVADA
96.3
612.19
4476
SEBRAE ESC TEC DE FORM GERENCIAL
CATAGUASES
PRIVADA
68.8
580.74
5298
CENTRO EDUCACIONAL CATAGUASES
CATAGUASES
PRIVADA
16.4
570.21
6696
EE PROF CLOVIS SALGADO
CATAGUASES
PUBLICA
27.6
557.15
6740
EE PROFESSOR QUARESMA
CATAGUASES
PUBLICA
15.6
556.81
9234
EE MANUEL INACIO PEIXOTO
CATAGUASES
PUBLICA
24.1
541.28
13524
EE FRANCISCO INACIO PEIXOTO
CATAGUASES
PUBLICA
24.6
518.91
13934
EE MARIETA SOARES TEIXEIRA
CATAGUASES
PUBLICA
38.1
516.71
19915
COL SOBERANO
CATAGUASES
PRIVADA
60

terça-feira, 1 de maio de 2012

Reginaldo Lopes manifesta apoio ao PT de Cataguases e região


O Deputado Federal e Presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes, esteve ontem visitando as lideranças da Zona da Mata. O objetivo da visita foi estabelecer maior contato entre as lideranças locais e iniciar o diálogo sobre as eleições municipais em 2012.

Primeiramente Reginaldo visitou Recreio e conversou com os militantes do Partido dos Trabalhadores. Em seguida foi a Leopoldina, onde além de conceder entrevista à rádio local, dialogou com lideranças  da cidade.

Por volta das 18h, Reginaldo chegou a Cataguases e foi recebido pelo presidente do Diretório Municipal, vereador Vanderlei Pequeno. Ele fez um bate-papo com os militantes do PT e manifestou seu apoio à proposta de lançar pré-candidatura própria. Disse que o partido pretende fazer para Cataguases, o que o PT em nível federal está fazendo. Segundo suas palavras, o PT representa um modelo de administração popular, sem deixar de lado o profissionalismo e responsabilidade com o dinheiro público. 

Logo depois, o deputado concedeu uma rápida entrevista ao jornalista Jorge Fábio, na Rádio Cataguases e em seguida encontrou-se com o ex-deputado e prefeito, Tarcísio Henriques. Na conversa, Reginaldo e Tarcísio fizeram uma análise de conjuntura da política nacional e municipal. O vereador Vanderlei Pequeno e militantes ressaltaram a necessidade de existir uma proposta conjunta entre os partidos da base aliada também em nível municipal, para que o progresso chegue de forma plena, numa "dobradinha" que deu certo. 

A agenda do deputado "petista" terminou com um encontro em Astolfo Dutra, por volta das 20h. Estiveram presentes os militantes daquela cidade, inclusive Dr Pedro e outros integranes do PT local, como o prefeito de Ubá, Vadinho Baião, o ex-prefeito de Tocantins, Padre Fábio e a Educadora Neli de Almeida .

Hoje, 1º de maio, o presidente do PT de Minas Gerais participa das comemorações pelos 31 anos do PT de Ubá.

 
Vanderlei Pequeno e Reginaldo Lopes

Tarcísio e Reginaldo fazendo análise de conjuntura

 
Militantes do PT de Cataguases acompanham as intervenções de Pequeno e Reginaldo Lopes

Encontro com Tarcísio Henriques reforçou a necessidade de alianças na esfera municipal.

Reginaldo Lopes defende pré-candidatura própria do PT em Cataguases

O Deputado Reginaldo Lopes concedeu entrevista ao jornalista Jorge Fábio na rádio Cataguases.

Dr Pedro e Reginaldo Lopes: militantes do PT de Astolfo Dutra estão articulados e querem lançar candidatura própria em 2012

Vadinho Baião, Prefeito de Ubá-MG manifestou seu apoio aos companheiros do PT da Zona da Mata

Militantes do PT de Astolfo Dutra estiveram presentes ao encontro.

Pe. Fábio observa o debate e fala da importância da transformação através da política

Reginaldo Lopes discursando aos militantes de Astolfo Dutra