sábado, 30 de junho de 2012

O som das Alagoas nas Minas Gerais

WadoWado? E quem é Wado?

Por Fernanda Brasileiro  
Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho


Ele é underground e pop ao mesmo tempo. Aliás, prá muitos críticos tem sido apontado como a salvação do pop brasileiro. E segundo o jornalista Vladimir Cunha, “Wado faz um som de fusão, que consegue apontar uma saída para a música brasileira sem cair no regionalismo de ocasião ou na desgastada fórmula mangue bit”. Wado é catarinense mas naturalizado de Alagoas, e agora chegou a vez de Cataguases conhecer o som do “cara” mais “inventivo” na nova MPB, através doProjeto Usina Cultural, que tem o patrocínio da Energisa, pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, apoio da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e produção de Fausto Menta. O show de Wado é neste sábado, dia 30 de junho, às 21h, no Anfiteatro Ivan Muller Botelho(Av. Astolfo Dutra, 41-Centro-Cataguases-MG). Os ingressos custam R$5,00 ou podem ser trocados por um pacote de fralda descartável (geriátrica ou infantil).

Wado  sempre participa de projetos e festivais importantes no cenário nacional.  Já esteve no Rec Beat eCoquetel Molotov,  em Pernambuco;  Goiânia Noi,Goiás; Com: Tradição Projeto Rumos (Itaú Cultural), em São Paulo; FMI, em Brasília; Feira da Música do Ceará II Mostra BNB da Canção Brasileira Independente, no Ceará; III Festival Se Rasgum, no Pará; Projeto Música em Todos os Ouvidos, na Bahia, entre outros. Wado é inteligente e pop ao mesmo tempo e está monstrando que o som produzido no nordeste é de extrema qualidade e criatividade. Com letras simples e eficientes Wado consegue equilibrar o lado poético e contestador em suas obras. “No início eles ficaram meio desconfiados do meu do meu som porque não tinha o padrão das gravações feitas no sudeste, mas era isso mesmo que eu queria. Estou fora do eixo Rio-São Paulo e acho interessante criar o meu próprio padrão”, comenta Wado.

Wado, que também é jornalista,  é o nome artístico de Oswaldo Schlikmann Filho. O primeiro CD, “Manifesto da Arte Periférica”, lançado em 2011, foi aclamado pela crítica. Até agora Wado já lançou cinco CDs e por aí vem muito mais. Apesar de morar em Alagoas, Wado mantém uma agenda constante de show pelo Brasil e alguns no exterior. Já teve músicas de sua autoria gravadas por Zeca Baleiro, Marcos Valle  e pela cataguasense Maria Alcina.

Show WADO
Dia: 30 de junho de 2012
Local: Anfiteatro Ivan Müller Botelho (Av. Astolfo Dutra, 41 – Centro-Cataguases)
Ingressos: R$5,00 ou pacote de fralda descartável (a venda é no CCHM-Rua Cel Vieira, 10-Centro-Cataguases e no Anfiteatro Ivan Muller Botelho-Av. Astolfo Dutra, 41-Centro-Cataguases))
Telefone: 32 – 3429-6424
Censura 14 anos


sábado, 16 de junho de 2012

Um pequeno gigante chamado Recreio-MG


Município da mata mineira atrai mais de R$200 milhões em investimento

Da pequena Recreio, na Zona da Mata mineira, é possível perceber a difícil tarefa de se administrar um município no Brasil, mas também o exemplo de executar uma reabilitação econômica e social com resultados diretos na população de baixa renda. Em sete anos e meio o orçamento recreense teve um salto através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) - repasse mensal do Governo Federal que leva em conta o número de habitantes - de 0,6 para 0,8. Para chegar ao quase um milhão de reais anuais de orçamento e promover uma escalada social das classes mais baixas, Recreio - que segundo o último censo possui 10.301 habitantes - precisou acompanhar uma recontagem do IBGE e buscar investimentos que afetaram a renda de toda a região da mata mineira.

Com o PAC I - Programa de Aceleração do Crescimento - lançado ainda no governo Lula, Recreio recebeu a construção de uma Usina Hidrelétrica com aporte de cerca de R$190 milhões, uma contrapartida social da empresa responsável pela obra que visa reestruturar economicamente o município e investimentos dos governos Federal e Estadual que renderam para o município mais R$10 milhões.

A qualificação da mão de obra através da parceria com o SENAI, que oferece cursos técnicos à população, possibilitou a redução do índice de desemprego do município, que passou a conviver com operários vindos de outras regiões para suprir a demanda na obra da usina e construção do primeiro Conjunto Habitacional de Recreio.

Para se desenvolver economicamente foi necessário investir nas telecomunicaçãos, o que levou a administração municipal a envidar esforços para atrair três das quatro operadoras de telefonia móvel, ofertando sinal de celular e quatro provedores de internet banda larga à população.

A habitação foi outro setor estratégico. Em 73 anos de emancipação política nenhum programa habitacional havia sido desenvolvido. A prefeitura, assumiu a infraestrutura em um terreno pertencente à COHAB - Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais - construindo um novo bairro na cidade que recebeu 159 casas populares, que já foram entregues.

Em uma nova etapa, numa parceria entre os governos Federal, Estadual e Municipal, foram entregues no dia 30 de abril deste ano, mais trinta casas do Programa Minha Casa Minha Vida.

NOVAS CASAS - Mais 40 unidades habitacionais foram obtidas pelo município, desta vez para o Distrito de Conceição da Boa Vista, o mais humilde de Recreio, com moradias em condições precárias de habitabilidade. A prefeitura doará o terreno com a infraestrutura e o Governo Federal, através da segunda fase do Programa Minha Casa Minha Vida, as unidades habitacionais.

ZONA RURAL - A partir de 2012, Recreio será contemplado com a construção de casas na zona rural, para produtores que se encaixarem no perfil do programa no Ministério das Cidades. As exigências são que os interessados tenham a DAP - Declaração de Aptidão - do Pronaf, terreno e renda de no máximo R$15 mil por ano. O agricultor dá uma contrapartida de mil reais e o Programa Minha Casa Minha Vida Rural, através de parceria com a CAIXA, disponibiliza R$25 mil para cada unidade.

Fonte: Jornal O Globo

terça-feira, 12 de junho de 2012

Um SUS que mata os pobres


Fr. Marcos Sassatelli
Frade Dominicano. Doutor em Filosofia e em Teologia Moral. Prof. na Pós-Graduação em DD.HH. (Comissão Dominicana Justiça e Paz do Brasil/PUC-GO). Vigário Episcopal do Vicariato Oeste da Arq. de Goiânia. Admin. Paroq. da Paróquia N. Sra. da Terra

No dia 2 do mês corrente, bem cedo, o meu olhar fixou-se na seguinte manchete de jornal: "Morte e angústia à espera de UTI”. "Pacientes sofrem por dias para conseguir vaga nas redes pública e conveniada ao SUS” (O Popular, 02/06/12, 1ª página). Depois da manchete, um resumo da reportagem (publicada, na íntegra, na página 4 do mesmo jornal), diz: "A recém-nascida Sofia Lemes, com pneumonia, teve de aguardar 4 dias para conseguir ocupar uma vaga em UTI de Goiânia. Demorou, mas conseguiu. O universitário Rubens de Araujo não teve a mesma sorte. Apesar de um mandato judicial (repare: um mandato judicial) esperou por 5 dias. Não suportou a demora”. E ainda: No dia 1º do mesmo mês, nas unidades de saúde da Prefeitura (Cais e Ciams) "outros 13 pacientes graves estavam na fila por uma vaga”. Esta situação de iniquidade, nos deixa a todos profundamente indignados.
No caso de Rubens de Araujo, 44 anos, acadêmico de biologia da UFG, o advogado Renato Beltrão, a pedido da família, entrou com mandado de segurança para conseguir a internação em UTI. "A justiça - diz o advogado - foi rápida, determinando a internação dele em UTI, mas a Secretaria Municipal de Saúde descumpriu a ordem judicial” (Ib., p. 4). Rubens morreu no Ciams do Setor Urias Magalhães - onde estava internado há 5 dias - de insuficiência hepática, decorrente de uma cirrose.
Ao que me consta, quando uma categoria de trabalhadores/as - da educação, da saúde ou outra - descumpre uma ordem judicial (uma liminar), os responsáveis são presos e processados. Pergunto, então: Por que os responsáveis (da Secretaria Municipal da Saúde - SMS) pelo descumprimento da ordem judicial em favor do estudante Rubens não foram presos e processados? Não somos todos iguais perante a lei?
A família de Rubens - diz ainda o advogado - "indignada com o que considera negligência e descaso (mesmo havendo uma ordem judicial) vai ingressar com uma ação contra o município de Goiânia de indenização por danos morais” (Ib.). Diante de tanta irresponsabilidade, a família tem todo o direito de processar a SMS. Infelizmente, porém, nem todas as famílias têm condições de fazer isso.
Que vergonha! Que descalabro! No SUS, a demora no atendimento aos doentes tornou-se estrutural e crônica, mesmo em casos de urgência e emergência. Nesses casos, os crimes praticados pelo Poder Público são crimes de omissão de socorro. Ninguém, porém, é preso, julgado e condenado por causa desses crimes. Reina a total impunidade. Parece que a sociedade se acostumou com essa realidade desumana e antiética. Temos um SUS que na prática (embora na teoria seja um dos melhores planos de saúde pública) é criminoso e mata os pobres. E quando digo "os pobres”, não entendo somente aqueles e aquelas que vivem na extrema pobreza, mas a grande maioria dos trabalhadores/as que ganham salários indignos. O responsável dessa situação de descalabro é o Poder Público, Municipal, Estadual e Federal.
Não venham os governantes com desculpas esfarrapadas, dizendo que faltam verbas, que faltam medicamentos, que o atraso na compra dos mesmos é devido à burocracia, que a situação se agravou, que vêm muitas pessoas do interior e não sei mais o quê. Na realidade, trata-se somente de uma questão de opção política. Chega de enganação do povo! O dinheiro dos cofres públicos (que é dinheiro dos impostos e, portanto, do povo) deve ser usado prioritariamente para salvar a vida do povo (e não para práticas de corrupção, despejando o dinheiro público nas "cachoeiras da vida”).
No atendimento pelo SUS, nos casos de urgência e emergência, se não tiver vaga em UTI da rede de hospitais públicos ou conveniados (o que não aconteceria se houvesse "outra” política), o Poder Público é legal e moralmente obrigado a pagar (com dinheiro dos cofres públicos, que é dinheiro do povo) a internação das pessoas gravemente enfermas em UTI da rede de hospitais particulares e a adquirir os medicamentos necessários. Repito: é obrigação do Poder Público e não favor ou "pacote de bondades”.
Goiânia, por exemplo, é um centro médico bastante desenvolvido e, para quem pode pagar, as vagas em UTI sempre existem. Os que têm dinheiro usufruem das benesses de um tratamento de qualidade, que - segundo a Constituição Federal - deveria ser para todos/as. O SUS não pode dizer que não existem vagas em UTI. Só não existem para os pobres.
Infelizmente, o Poder Público - no lugar de assumir suas responsabilidades constitucionais e éticas - prefere lavar as mãos e terceirizar (leia-se: privatizar, de maneira disfarçada) a saúde. Não podemos, sobretudo os trabalhadores/as, permitir que isso aconteça e que empresas privadas - mesmo chamadas de Organizações Sociais (OSs) - se enriqueçam às custas do sofrimento do povo. A saúde, que é um serviço essencial, deve ser pública
Enfim, faço um apelo aos advogados/as - que, sensíveis à causa da justiça e dos direitos humanos, querem dedicar parte de seu tempo à prática do voluntariado - para que assumam gratuitamente (a gratuidade é um grande valor humano) a defesa das vítimas de casos de omissão de socorro no SUS (como o caso citado pelo O Popular), processando o Poder Publico e exigindo a devida indenização para os familiares da pessoa falecida.
Diante dessa realidade, "é hora de nos despojarmos do comodismo, não deixar que a desilusão nos paralise e nos impeça de buscar novas formas de denúncia e de transformação destas estruturas de manutenção da exploração e da pobreza” (Pastorais Sociais e outros Organismos da CNBB. Eleições municipais 2012: Cidadania para a Democracia. Brasília-DF, fevereiro 2012, p. 14).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Moradores reclamam de cobrança antecipada também na conta d'água

Medição foi feita em maio para ser paga dia 15 de junho.
A Fatura de 15 de julho também já foi entregue .

Moradores de Cataguases insistentemente vem denunciando ao Blog que estão recebendo as faturas antecipadas da cobrança de água. Os moradores alegam que antes de vencer a fatura do mês corrente, a do mês seguinte já vem sendo apresentada.

Sugeri que fosse um arranjo contábil devido ao dia da leitura mas os denunciantes dizem que essa prática é corriqueira e me apresentaram a conta de água do mês de junho (leitura em maio) e a de julho (com leitura que deveria ter sido feita em junho). Acontece que nem chegamos ao dia dez e a conta do mês seguinte já foi enviada aos moradores da residência de AJS, do Bairro Isabel Tavares. 

Entrando em contato com a COPASA nesta quinta-feira, porém, fui informado que a resposta somente poderá ser esclarecida na segunda-feira pois no calendário da empresa consta o recesso após o feriado. Esta situação vale também para os serviços de reparo. Somente emergências estão sendo atendidas.