domingo, 23 de fevereiro de 2014

New Mídia, saia justa do Cesinha, Marcha da Marcela, piso dos Professores, Willian Lobo e Maria Lúcia. Tem de tudo, um pouco!

Elias Júnior é Professor.
Bom, semana passada não postei no blog. Estava em Leopoldina no fórum de discussão promovido pela Cáritas Brasileira, sobre a organização das associações de catadores de materiais recicláveis das cidades de Cataguases, Leopoldina, Muriaé, Além Paraíba, Ubá e Juiz de Fora. Recebemos a visita dos assessores Rodrigo e Samuel que pautaram as ações e o apoio (?) do poder público aos agentes ambientais. Ficou combinado que iremos dar os primeiros passos na construção de uma rede, na Zona da Mata. Isso facilitará a venda dos produtos, aumentando o poder de barganha dos catadores. Também foi acertado que no próximo encontro da rede a ser realizado em Ubá, iremos conversar com o promotor Bruno Guerra, para traçar estratégias de ação, especialmente no que se refere ao cumprimento da lei federal que obriga a doação dos resíduos sólidos nas repartições públicas, às associações de catadores.

Foto: arquivo Walmir Linhares
Agora falando sobre os fatos da cidade, soou como uma bomba a notícia publicada no site Mídia Mineira sobre a empresa New Mídia, que ganhou a licitação do carnaval, em Cataguases (Cliqueaqui). Além de fatos, as fotos postadas na rede social pelo Vereador Walmir Linhares, colocou em pauta um assunto que já deu muita dor de cabeça para a atual gestão, ano passado: a licitação no carnaval. Além do modesto cômodo na Cidade de Santana de Cataguases, com aluguel mensal de R$ 100,00 o registro da empresa na junta comercial é de apenas 20 dias. Que coisa estranha! Serão gastos aproximadamente 300 mil reais na festa do Momo com uma empresa tão inexperiente assim? É muito dinheiro, mesmo! Por falar em Cultura, Senhor secretário: E o apoio que o senhor prometeu aos projetos sociais? Precisamos organizar as oficinas de percussão, teatro, música, dança, flauta e outras, ofertadas por movimentos sociais, como a ONG “Movimento Canto e dança Afro” do Bairro Justino. Nem a lei Ascânio Lopes, nem a secretaria de cultura ou quaisquer outros órgãos reconhecem o esforço dos grupos de voluntários que querem construir de forma idônea, uma política cultural na periferia, com qualidade e transformação social.  Grupos de forró, festival de viola, grupos de folia de reis, associações de artesanato, capoeira e outros que esperem. Eles só têm dinheiro para publicar livros que embelezam as prateleiras dos (pseudo) burgueses e para o carnaval. Pão e circo? Vixe. Será que isto que queriam dizer quando falavam de apoio à cultura popular e erudita? Coisa esquisita! Eu, hein?

Sobre a minha postagem “Saia Justa do Cesinha” aqui no blog, recebi muitas críticas da situação (você apoiou ele e agora é do contra?) e elogios da oposição (Não te falei que ele ia trair vocês?). Ainda não entendi a repercussão desta postagem por ambas as partes, afinal de contas não falei nada que o Cesinha não tenha prometido em campanha ou esbravejado na entrevista dada ao site Mídia Mineira e à Rádio Ativa FM.(Assista aqui). Apesar disso, fiquei feliz foi com o número de acessos ao Blog. Depois de um ano desativado, 3700 pessoas acessaram minha postagem segundo a ferramenta Google Anaytics. Por ordem de tráfego as visitas vieram, além do Brasil: Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Rússia, China, Ucrânia, França, Índia e Hong Kong. O sistema operacional mais usado foi o Windows (75%), Linux (16%)  e o Android (4%).  Ipad, Mac, Iphone, Unix, Nokia e Symbian completam a lista. Quanta gente fora de Cataguases! (Artigo completo: clique aqui)

Quanto ao piso dos Professores, a reunião com o Secretário Walter de Paula parece ter avançado para uma solução. Walter ficou de realizar um estudo de impacto da folha para ver se é possível pagar ainda este ano. Opinião minha: ele vai gaguejar e falar que não tem verba. O Prefeito Cesinha vai se enrolando cada dia mais com suas promessas de campanha. E olha que ainda tem o Pronto-Cordis, Escola João XXIII, terceira ponte, distrito industrial, UPA, Concurso, romper o contrato com a COPASA, IFET e por aí vai.

Quem deu as caras de vez esta semana foi o ex-prefeito Willian Lobo, na posse do PSDB Jovem. Parece que ele cansou de ficar na defensiva e resolver provar que Cesinha só fez promessas que não pode cumprir. No evento, ainda tivemos mais duas surpresas, segundo o site do Marcelo Lopes: a filiação da ex-prefeita Maria Lúcia ao PSDB e a notícia da candidatura de José Emílio à Deputado Estadual (Clique aqui e confira)Há quem jure que o ex-prefeito vai ter que tirar coelho da cartola para voltar ao paço municipal, porém, com tanta polêmica, perdendo governabilidade, este cenário parece a cada dia se tornar uma realidade. Abre o olho, Prefeito!

Pra terminar, uma sátira ao caso envolvendo a polêmica do cultivo de maconha na casa do Adolescente, publicada no site do Marcelo Lopes (Clique aqui e confira a reportagem).

Rolou nas redes sociais o vídeo e uma marchinha bem humorada sobre o caso. Bem bolada, como diria o Sílvio Santos. Até agora ninguém assumiu a autoria, mas com certeza quem criou está dando boas risadas com a repercussão.

Link do vídeo: Clique aqui


Bom, é isso. Bom Carnaval, pessoal!

BDMG recebe missão empresarial francesa

O BDMG recepcionou  no dia 20 de fevereiro (quinta-feira), o Embaixador da França no Brasil, Denis Pietton, acompanhado de representantes de grandes empresas francesas que vão avaliar novas oportunidades de investimento. No encontro foram apresentadas as áreas de atuação do Banco como instituição de fomento.

Na oportunidade, o presidente destacou a relação próxima entre França e Brasil, a exemplo do contrato no valor de R$175 milhões assinado em dezembro de 2013 com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que em breve produzirá benefícios nos municípios mineiros, incluindo Belo Horizonte.

Para Denis Pietton, a consolidação da relação entre a França e Minas Gerais é emblemática. Ele destacou a importância do estado como terceira economia do país; a localização privilegiada e as possibilidades de concretização de novas parcerias.


Apoio a municípios – Estão sendo identificados e analisados pelo BDMG projetos municipais de mobilidade urbana, drenagem, prevenção a desastres naturais, tratamento e disposição de resíduos sólidos, além de saneamento básico. Belo Horizonte, por exemplo, terá recursos da ordem de R$ 65 milhões a serem aplicados em obras na Pampulha e em iniciativas que melhoram a mobilidade urbana no Hipercentro da capital, por meio do projeto Mobicentro. Outras cidades como Bugre, Goiabeira, Jeceaba, Santa Bárbara e Paracatu terão investimentos, distribuídos ao longo de 2014 e 2015, para saneamento e captação de água, entre outros.

Além dos financiamentos a municípios oferecidos no BDMG, há um conjunto de iniciativas no governo estadual que é objeto de cooperação técnica com os franceses sob os seguintes eixos: mobilidade urbana; elaboração de um plano de energia/clima para o território; reconversão das áreas poluídas e degradadas; gestão dos resíduos sólidos e desenvolvimento de polo tecnológico e aeronáutico. A cooperação técnica se baseia em trocas de especialistas e técnicos franceses e mineiros e tem previsão para término em 2014.

A missão francesa contou, além do Embaixador Denis Pietton, com a presença de outros representantes da diplomacia daquele país e teve a  participação de empresários de importantes empresas. Compareceram executivos da Atos Latina América (setor de informática), EDF Brésil (energia), Egis do Brasil (engenharia de transportes), GL Events Services (gestão de arenas e eventos), Pomagalski do Brasil (transportes urbanos), Saint Gobain – Canalizações Ltda. (setor de água e meio ambiente) e Astrium (Airbus Defense & Space).

Após o encontro no Banco, o grupo terá também reuniões técnicas com a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) e o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI).

Zona da Mata sedia 2º Fórum de Desenvolvimento Sustentável


2º Fórum de Desenvolvimento Regional Sustentável
da Zona da Mata, realizado em Muriaé (MG)
Foto: Fernando Passalio/arquivo pessoal
O evento, organizado pela Ademata, agência criada a partir do Programa Ecos da Mata, 
destacou possibilidades de captação de recursos para a região.

Com o objetivo de reunir potenciais parceiros para discutir a temática Financiamento para o Desenvolvimento Regional, foi realizada, no final do ano passado, no município de Miraí (MG), mais uma edição do Fórum de Desenvolvimento Regional Sustentável da Zona da Mata, com participação de personalidades políticas e moradores de diversas cidades da região.

Organizado pela Ademata, Agência de Desenvolvimento Regional da Zona da Mata, criada a partir do Programa Ecos da Mata - idealizado pela Votorantim Metais -, o evento reuniu representantes de instituições financeiras, que apresentaram possibilidades de captação de recursos e microcrédito. Na ocasião também foi apresentado o planejamento estratégico da Ademata para 2014. De acordo com o presidente da agência, Milton Fernandes da Silva, a ideia é iniciar uma nova etapa de trabalho, focada principalmente na prospecção de parceiros, na elaboração de ações e na captação de recursos para a região.

Entre os convidados, destacou-se o representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fernando Passalio, que comentou sobre as iniciativas do Governo voltadas para o fomento do empreendedorismo. Caso do Fórum Permanente Mineiro das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o Fopemimpe, espaço para articulação entre governo e empresários, que tem como objetivo construir políticas públicas voltadas para o desenvolvimento dos pequenos negócios em Minas Gerais.

Na tentativa de trazer esse instrumento à Zona da Mata, como mais um espaço de iniciativas que possam alavancar o crescimento socioeconômico da região, a Ademata tem se articulado juntamente com as prefeituras dos municípios parceiros. Atualmente, o Fopemimpe já existe em outras localidades do estado, como Uberlândia e São João Del Rei.

Plano de ações para 2014

Sediada no Parque Guido Marlière (Horto Florestal), em Muriaé, a Ademata, agora com os seus primeiros associados devidamente registrados, elaborou planos de trabalho para 2014 - que contemplam as macro etapas da gestão -, de fortalecimento institucional, de elaboração de projetos e capacitação de recursos.

Nesse sentido, a agência tem promovido os Fóruns de Desenvolvimento Regional e conduzido os Grupos de Trabalhos (GTs) na criação e revisão de projetos para financiamento, com base no seis eixos do programa: Desenvolvimento Agropecuário, Turismo, Educação, Cultura e Qualificação, Infraestrutura, Serviço, Comércio e Indústria e Preservação ambiental.

“Acredito que a Ademata será um divisor de águas para a Zona da Mata. A partir do diagnóstico do Programa Ecos da Mata, levantamos as principais demandas e estamos elaborando projetos para 2014, baseados nas carências de cada localidade e no que a agência poderá fazer para o desenvolvimento desses municípios”, ressalta Milton Fernandes da Silva.

Para o Gerente Geral das unidades de Mineração do Negócio Alumínio da Votorantim Metais, Marcos Graciano, a formalização da Ademata é um resultado importante, que reflete o empoderamento dos cidadãos em relação ao seu próprio desenvolvimento. “Como parceiros da Agência, queremos que este espaço de articulação entre os diversos setores gere cada vez mais frutos no que diz respeito à atração de investimentos e elaboração de projetos capazes de atender as demandas existentes, potencializando as iniciativas de sucesso já realizadas na região”, ressalta.

A Ademata ainda será parceira do poder público em trabalhos que visam planejar ações de desenvolvimento sustentável de médio e longo prazo. A ideia é amenizar as dificuldades, por meio de planejamentos criados a partir das necessidades de cada comunidade e com a participação de todos os envolvidos. “Nós sabemos as principais demandas, potencialidades e particularidades de cada município e estamos trabalhando em cima disso para os próximos ano. O maior legado deixado pela Votorantim Metais não foi apenas ter patrocinado o Ecos da Mata e, sim, ter despertado a região para uma nova realidade”, salienta o presidente da agência.

Ecos da Mata


Idealizado em parceria com o Instituto Votorantim, o Ecos da Mata é resultado de diagnóstico socioeconômico e ambiental realizado em 2010 em nove cidades da Zona da Mata, próximas à unidade da empresa. Implantado em 2011, o programa tem como objetivo colaborar com a dinamização da região, a partir do engajamento e envolvimento de integrantes do poder público, setor privado e representantes da sociedade civil.

A Lei de responsabilidade administrativa é supérflua?

José Anacleto de Faria é
Mestre em Planejamento Regional e Gestão de Cidades
e preside a Associação dos Amigos de Muriaé
A Lei nº 12.846/13 – que “dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública” – diz no art. 5º: 
Constituem atos lesivos à administração pública (...) todos aqueles praticados pelas pessoas jurídicas (...) que atentem contra o patrimônio público nacional ou estrangeiro, contra PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ou contra os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil... (grifo nosso). 
Salvo melhor juízo, a Lei nº 12.846/13 é supérflua, pois é impossível alguém praticar um ato lesivo à administração pública sem – antes de tudo – ferir, pelo menos, um dos princípios da administração pública definidos na Constituição Federal, ou seja: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Além disso, a Lei nº 8.429 – que é de 1992 e “dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional” – diz no art. 3º: 
As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. 
A falha está na aplicação, ou melhor, na não aplicação das leis. Mas por que as leis não são aplicadas?

Hoje, leio a lei; ontem, li no Mestre Osho: 
Ninguém é responsável, e não existe Deus. Essas são as nossas estratégias para jogar nossa responsabilidade nas mãos dos outros.
Você é livre, mas cada ato de liberdade traz uma responsabilidade – e essa é a sua escravidão. (...) Você escolhe um determinado ato – essa é a sua liberdade. Mas as consequências desse ato são responsabilidade sua. 
Estou absolutamente de acordo com a ideia da ciência de que causa e efeito caminham juntos. No que diz respeito à causa, você é livre. Mas deve se lembrar: o efeito é decidido por você, por sua causa. (*) 
A relação entre as palavras de Osho e a (NÃO) aplicação das leis está resumida no parágrafo único do art. 1º da Constituição Federal: 
Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

 (*) OSHO. Destino, liberdade e alma: qual é o sentido da vida? São Paulo: Planeta, 2011, p. 235.

União pelo sistema Único de Saúde

Jô Moraes é Deputada  Federal
Um dos maiores desafios do momento para qualquer governo é ver a melhora do atendimento à saúde de sua população. E esse desafio passa pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde-SUS, uma das políticas sociais de maior inclusão de direitos da população brasileira, surgida em 1988.
   Não tem sido fácil construir o SUS, uma política para atender toda a população do país. Ela precisa ter uma estrutura cada vez maior e mais completa. São 200 milhões de pessoas a quem o Sistema Único de Saúde deve atender. Desses, cerca de 80%  depende exclusivamente do sistema público. E tem que ser atendida respeitando o seu caráter de UNIVERSALIDADE e INTEGRALIDADE. Isto é, atender todos e em todas as necessidades.
  Para responder às novas exigências da população, o SUS está sempre precisando: de aumentar os recursos humanos que assegurem a expansão de sua rede; da incorporação dos avanços tecnológicos que garantam eficácia no atendimento; de mais investimentos em infraestrutura.
   É bom registrar as grandes diferenças do País de quando o SUS foi criado em relação aos dias de hoje, para compreender os enormes desafios que se apresentam.
   O Brasil de 1988 tinha 138 milhões de habitantes, o de hoje tem 201 milhões; tinha uma expectativa de vida de 65,8 anos frente aos 74 anos de hoje; tinha uma taxa de 17% de analfabetismo, diferente dos 8,6% atuais, na população acima de 15 anos. A frota de automóveis de 10 milhões de veículos passou para 70,5 milhões. O Produto Interno Bruto por pessoa, em dólares pulou de 6.600 para mais de 12.000 dólares, neste Brasil imenso. Sem falar nos níveis de desenvolvimento científico e tecnológico alcançados pelos brasileiros, ou nas transformações ocorridas na comunicação.
  O Brasil avançou, particularmente nos últimos 10 anos. A geração de quase 20 milhões de empregos formais, entre 2003 e 2012, e a política de aumento real do salário mínimo contribuíram para a distribuição de renda. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que de abril de 2003 a janeiro de 2013 houve um aumento real do salário mínimo de 68,25%. E mais: estendeu-se o salário mínimo aos trabalhadores do campo, medida que favoreceu 20 milhões de pessoas. O governo Lula ainda prorrogou o direito desses trabalhadores à previdência rural com base no tempo de trabalho e não no de contribuição.
   Estes avanços se deram num País marcado por grandes problemas sociais e desigualdades crônicas  que, cada dia faz aumentar as demandas na área da saúde.  A explosão das grandes cidades ocorreu sem planejamento, criando imensa carência de políticas urbanas, de saneamento, de mobilidade, de habitação. Por isso a luta pelo fortalecimento do SUS exige a união de todos. Só a crítica não resolve.
   É a hora de concretizarmos UM NOVO PACTO PELO SUS, destinado a reforçar seu caráter de política de estado.
   É a hora de colocar o paciente em primeiro lugar em todos os debates que se fazem hoje no País sobre a saúde pública.  Esta é a hora de unificar os esforços dos gestores, dos profissionais da área, do controle social e dos mais interessados – os usuários do sistema – em torno de uma agenda para enfrentar, de forma global, os desafios de qualificar a política pública de saúde.
Está na ordem do dia:
- Mais financiamento: Aprovando o Programa Saúde mais 10;
- Mais infraestrutura, liberando os recursos do Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde;
- Carreira para os profissionais da atenção básica;
- Qualificação e reforço do controle social;

- Mais regulação e fiscalização da saúde privada.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Cesinha de saia justa

Neste ano de 2013, estive ocupado com compromissos profissionais que me impediram de postar no Blog "Notícias de Cataguases". Em 2014 pretendo, aos sábados, expor minha opinião sobre a política municipal. Não, não sou jornalista como alguns pensam, mas sou um cidadão que se preocupa com as ações políticas de minha cidade. E é por isso que pretendo dar o meu "pitaco" fora do eixo da mídia comercial. A opinião dos Blogs é extremamente importante pois retrata a opinião do povão, sem estar amarrada a outros compromissos estranhos à verdade dos fatos.

Antes de comentar notícias mais atuais, gostaria de retornar a dezembro de 2013, quando escrevi um artigo que foi publicado no Primeiro Jornal, do jornalista Jorge Fábio e agora reproduzo no meu blog. É uma análise de um ano de governo Cesinha. Foram muitas promessas de campanha que atraíram os votos da vitoriosa campanha da coligação "Cataguases do seu jeito". (Clique aqui para ler)

A despeito destas promessas, causou-me surpresa a afirmação de que a COPASA é a melhor parceira do município de Cataguases. Quando ele disse isso? Em entrevista ao radialista Gomes, na rádio Ativa FM, e Marcos Gama, no site Mídia Mineira. O vídeo com a entrevista está no final desta postagem. Aos 12 minutos, Cesinha afirma que está "tentando" rever o contrato, mas que não conseguiu. Disse que não sabia que dependia do poder judiciário, que pensava que era só assinar o decreto cancelando o contrato e só depois da eleição foi informado que isso não era possível. 

Causou-me um calafrio ouvir Cesinha dizer que terá que pedir à "MINHA QUERIDA COPASA, MINHA GRANDE PARCEIRA", para desocupar o terreno que foi emprestado perto do ginásio Poliesportivo, com a finalidade de instalar a Unidade de Pronto Atendimento, obra financiada pelo governo federal. 

Cesinha ainda falou das demissões na secretaria de educação e da ordem judicial que mandou reintegrar os funcionários aos seus cargos. Prometeu readequar o orçamento e não pagar atrasado os funcionários.

Sobre o acordo com o PT, ele considera que tanto o Secretário Zeca Junqueira e Vanderlei Pequeno continuam sendo do PT. "Eu não vou dar outro cargo ao PT, se o PT achar que não está bom, rompa comigo" completou.

SAIA JUSTA


Ficou claro na entrevista do Cesinha, que o seu "modos operanti" é de dar as ordens e aquele que não cumprir, que saia fora. Prova disso é quando ele fala que o secretário de Cultura seria alguém que o seu aliado de campanha Vanderlei Pequeno, não queria. O exterminador do "Contrato Leonino" também mostra as suas garras ao afirmar que ele demite quem ele quiser, porque "nenhum secretário deu dinheiro para a sua campanha".

Mas não é assim que o Prefeito se comporta com a COPASA, porque sabe que depende do Governo de Minas. Caso insista em romper o contrato, poderá ter sua vida dificultada em Belo Horizonte. Neste momento o Leão vira gatinho mansinho e fala fino, chegando quase a elogiar o Governador Antônio Anastasia. Aliás, Danilo de Castro, secretário de Governo do governador Anastasia, quando esteve em Cataguases atacou Cesinha, dizendo: “Nosso adversário nunca fez nada na vida; foi apenas um assessor medíocre, não construiu nada e hoje espalha mentiras de forma irresponsável porque promete o que não pode cumprir”.
(Clique aqui e confira a reportagem do Jornal Estado de Minas)

Que saia justa!

- Eu não sabia que não poderia romper o contrato, somente depois da eleição que eu fui avisado. Disse Cesinha, durante a entrevista.

Resumindo minha postagem: a oposição agradece.
Link Vídeo de entrevista de Cesinha ao site Mídia Mineira e Rádio Ativa FM: Clique aqui


Um ano de governo Cesinha: O que mudou?


Por Elias Júnior, Professor

Chegamos ao último mês do primeiro ano de governo do Cesinha. Ele, aposentado da antiga TELEMIG, entrou para a história ao ser eleito o primeiro prefeito de esquerda em Cataguases. Para conseguir esta façanha depois do fracasso em duas eleições, construiu uma chapa de coalizão de centro-esquerda, unindo forças políticas na coligação “Cataguases do seu jeito”. De uma só vez, conseguiu apoio de possíveis candidatos a Prefeito que poderiam diminuir suas chances, contra o forte candidato da direita, o até então prefeito William Lobo, da coligação “Juntos por Cataguases”. Apesar da disputa ter sido acirrada, Cesinha venceu com a ajuda de políticos carimbados na cidade: Tarcísio Henriques, Ricardo Dias, Sérgio Gouvêa, Fernando Pacheco e tantos outros. Mas o que parecia ser uma promissora receita de sucesso desandou e corre o risco de se tornar um cataclismo político sem precedentes. Mas ainda dá tempo de colocar os pés no chão e arrumar a casa de marimbondos em que se enfiou.
Todo gestor público deve pautar-se pelos princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. O caso dos aposentados reintegrados ao cargo, a polêmica recomendação da sonorização dos bares, a feira do Brás e a quebra do contrato da COPASA são nós que desgastam a imagem do chefe do poder executivo municipal. Não bastassem estes, existem nós que seriam facilmente resolvíveis mas que mancham a imagem da atual gestão. 
Um exemplo? No que se refere à publicidade, observa-se a fragilidade do site da Prefeitura que ficou fora do ar e a ausência da secretaria de Assistência Social nas abas de navegação, até alguns dias atrás. Será apenas uma coincidência? No jornal Cataguases que vem realizando uma editoração pífia, temos um claro exemplo de imagem institucional arranhada e opaca que não agrega valor algum para a cidade.
O mais grave se apresenta na questão da governabilidade. Temos um cenário de “cada um no seu quadrado”, que colabora substancialmente para o distanciamento do Cesinha de Campanha, para o atual prefeito que vem perdendo rapidamente a aprovação de quem o elegeu. Comenta-se na boca maldita que existem diversas subprefeituras dentro do organograma oculto da administração atual. A secretaria de Esportes continua sendo questionada pelas polêmicas atitudes de Ricardo Dias (PMDB), que vão desde a demissão do técnico Jálber do Basquetebol, passando pelas desavenças com vereadores da própria base aliada de Cesinha. O vice-prefeito Sérgio Gouvêa não desfruta de situação mais confortável, pois está na lista dos “barrados no baile”. A secretaria de Cultura arrancada do PT foi dada a Zeca Junqueira que é um nome questionável por muitos na cidade. O PT por sinal se limita a ocupar o cargo de Secretário de Assistência Social, com o ex-vereador Pequeno e alguns poucos “companheiros” da campanha.
O apoio a Cesinha deixou de ser unanimidade pois não há discussão política. É apenas um vínculo empregatício com a base que o elegeu.
Na Educação, a atual secretária Luciana surgiu depois de uma tumultuada escolha no listão de mais de dez nomes. Muitas Professoras que foram preteridas transformaram-se em opositoras do atual governo, dizendo que foi uma escolha de cartas marcadas. Será? Além da rejeição da secretária, falta pagar o piso dos Professores, uma promessa de campanha ainda não cumprida.
Na saúde, nada além... “Nada além de promessas”, como diria a canção. Mesmo com o novo secretário, o atendimento continua moroso, confuso e ineficiente. Da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) não se tem notícia e o terreno que seria destinado para esta obra está emprestado para a COPASA, que ainda continua abocanhando o bolso do Cataguasense, com seu contrato leonino.
Soma-se ainda a CPI do Carnaval, o atraso dos salários dos funcionários, a falta de uma solução alternativa para a interdição do cinema, a festa da cidade (teve?), o atraso das obras do “Minha casa, minha vida”, o trânsito caótico, o concurso da Prefeitura que não saiu do papel, a licitação dos ônibus que foi pro espaço...
E para fechar com chave de ouro, uma pergunta que não quer calar: a Prefeitura quer ouvir você? O orçamento Participativo foi reduzido a uma gestão participativa, mas a proposta de Cesinha não convenceu ninguém. Fixar uma barraca na Chácara Dona Catarina, fazer camisetas coloridas e pendurar banners com gráficos de pizza “pegou mal” para a atual administração. Fora de hora, sem metodologia adequada e credibilidade, a gestão participativa poderá se transformar em indigestão não participativa, pois soou como peça de propaganda eleitoreira. Aliás, a eleição já acabou. (Espantem-se alguns do atual governo).
Mas ainda tem jeito? Sim. É necessário parar de chorar as mágoas da gestão passada e começar a viver o planejamento de governo da atual administração. Buscar o “cascaio” em Brasília, retomar as obras inacabadas na EMPA, pensar um orçamento participativo de verdade envolvendo as lideranças comunitárias nos bairros, inovar na secretaria de Indústria e Comércio, empoderar a coordenadoria de Turismo, dispor recursos para a secretaria de Esportes e principalmente criar uma equipe de discussão política do mandato para que deixe de ser uma colcha de retalhos. A gestão participativa começa dentro do próprio governo, com uma equipe coesa, unida e que caminha para o mesmo lado. E isso se faz conversando, planejando.
O mandato não é somente do Cesinha, mas, sobretudo de Cataguases e da base que o elegeu. Não queira o Prefeito governar sozinho, ou “só euzinho”, ou ouvindo apenas duas pessoas em seu gabinete, senão, o desastre é inevitável.

Com o orçamento de 2014 em mãos, sonhamos com a realização das promessas de campanha para que possamos ter verdadeiramente um feliz natal.