sexta-feira, 22 de maio de 2015

A China que não ladra, mas morde no caladinho!

Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13

Por Elias Júnior 


Para o dicionário online Michaellis, Geopolítica é " O ramo da antropogeografia que tenta interpretar a vida e a evolução política das nações pelos fatores geográficos.

Quando o Brasil resolveu financiar a construção do Porto de Mariel, em Cuba, a oposição Brasileira lançou uma série de críticas à decisão do governo. Usar reservas do BNDES para custear uma obra de logística fora do país, no momento em que o Brasil carece de investimento nos diversos modais de transporte soava como algo surreal. O que a oposição não sabia era que o governo Cubano estaria prestes a abrir a sua economia e reatar suas relações diplomáticas com os Estados Unidos da América.

Semana passada muitos veículos estrangeiros (rs,rs) noticiaram que a construção de uma mega-ferrovia entrou na pauta do governo Dilma. O primeiro-ministro Chinês, Li Kegjang visitou Brasília com o objetivo de apresentar um plano de Investimento orçado em US$ 50 bilhões que dentre outras obras e compras prevê a construção de uma ferrovia que ligará o Atlântico ao Pacífico, cruzando o Brasil e o Peru, estimada em R$ 30 bilhões.

Os Chineses também jogam duro com investimentos em outros países da América Latina, como na Argentina, que irá construir duas usinas hidrelétricas ao custo de 11 bilhões de dólares. 

Pelo desenho original a ferrovia sairá do Rio de Janeiro e passará pelos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, e Acre, antes de entrar no Peru - por onde seguirá até o pacífico. Não há dúvidas de que se trata de um mega-projeto que beneficiará os produtores brasileiros e os chineses.

Na "guerra fria" entre EUA e China, há uma aparente desvantagem para os Ianques.

* - É Professor da rede estadual de Minas Gerais. Com informações do Portal Carta Maior.