domingo, 23 de agosto de 2015

Servidores da SRE - Leopoldina apóiam a greve por tempo indeterminado na Educação

Servidores realizam protesto em Leopoldina.
Segundo o SindUte a adesão é de 98% de servidores nesta SRE.
Servidores das Superintendências Regionais de Ensino de Minas Gerais e Órgão Central continuam de braços cruzados. Os servidores, que inicialmente optaram por uma greve por tempo determinado (27/07 a 18/08), reivindicam correções das distorções das tabelas salariais com a aplicação da tabela do Analista educacional com função de Inspeção Escolar, para os demais  Analistas Educacionais e mudança nas tabelas dos Técnicos da Educação, Assistentes Educacionais e Assistente da Educação Básica tendo como referência 85% do vencimento inicial dos Analistas. Também reivindicam a modificação do corte, para considerar o estágio probatório para promoção por escolaridade de 2008 para 2002.  
O Governo disse, em reunião de negociação, realizada no dia 4 de agosto, que pretende apresentar proposta para atender às reivindicações de correção das tabelas dos ASE, TDE e ATB, mas que só será possível a partir dos depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), mas negou atendimento às demais reivindicações. 
No dia 12 último, o secretário de Governo, Odair Cunha, reafirmou para a direção do Sindicato que o Governador quer fazer a negociação, que não está ignorando o movimento.  Mas que depende da liberação dos depósitos judiciais. Informou ainda que a decisão do Governo é respeitar o direito de greve e, portanto, não será adotada a estratégia de corte de salários, medida coercitiva adotada pelo Governo mineiro anterior e por Geraldo Alkmim, este ano, durante a greve da educação em São Paulo.
"Acumulamos, na última década, muitos problemas na educação da rede estadual. No caso destes servidores, as tabelas salariais acumularam perdas e distorções em relação a outras carreiras. Estes profissionais desenvolvem trabalhos importantes relacionados às políticas públicas e de pessoal e o que é reivindicado neste momento nada mais é do que as correções de distorções que ocorreram com os sucessivos congelamentos de carreira e com a implantação do subsídio".

Ainda segundo o SindUte a paralisação é apoiada pela maioria das SRE's, confira:
Índices de adesão
Norte de Minas
Montes Claros: 94%
Januária: 90%
Janaúba: 20%
Pirapora: 60%

Zona da Mata
Leopoldina: 81%
Juiz de Fora: 98%
Carangola: 30%
São João Del-Rei: 85%
Ponte Nova: 80%
Ubá: 75%
Ouro Preto: 35%
Muriaé: 50%
Barbacena: 50%
Conselheiro Lafaiete: 80%

Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste
Uberlândia 90%
Uberaba: 80%
Ituiutaba: 27%
Patrocínio: 10%
Patos de Minas: 12%
Unaí: 75%

Sul de Minas e Noroeste
Divinópolis: 98%
Pará de Minas: 22%
Pouso Alegre: 85%
Caxambu: 15%
Varginha: 30%
Itajubá: 90%
Passos: 40%
Poços de Caldas: 50%
São Sebastião do Paraíso: 70%

Centro-Oeste
Campo Belo: 73%

Belo Horizonte e Região Calcárea
Metropolitana A:85%
Metropolitana B: 75%
Metropolitana C: 80%
Órgão Central:15%
Sete Lagoas: 70%
Curvelo90%

Vale do Aço
Caratinga: 80%
Manhuaçu: 60%
Coronel Fabriciano: 15%
Guanhães: 50%

Rio Doce, Mucuri e Jequitinhonha
Governador Valadares: 90%
Araçuaí: 85%
Teófilo Otoni: 88%
Almenara: 32%
Diamantina: 90%